Covid-19. Alemanha atinge novo pico de infecções e ultrapassa os cinco milhões de casos

Uma nova variante da doença está a preocupar as autoridades alemãs e há já responsáveis políticos que admitem que a quarta vaga “vai causar mais mortes do que alguma vez” aconteceu ao longo da pandemia. País diagnosticou 33 mil casos em 24 horas

A Alemanha atingiu este domingo um novo pico do número de infecções pelo novo coronavírus com 33.489 casos positivos nas últimas 24 horas, ultrapassando os 5 milhões de casos confirmados desde o início da pandemia, noticia a EFE.

Segundo a agência de notícias espanhola, que cita o Instituto Robert Koch (RKI), nas últimas 24 horas morreram 55 pessoas vítimas de covid-19, elevando o número de mortes para 97.672.

Uma nova vaga da doença está a preocupar as autoridades e há já responsáveis políticos que admitem que a quarta vaga “vai causar mais mortes do que alguma vez” aconteceu ao longo da pandemia.

A chanceler Ângela Merkel apelou sábado a um “esforço nacional” para combater a pandemia, exortando à vacinação daqueles que ainda não se vacinaram, numa altura em que a Alemanha regista uma taxa de cidadãos com vacinação total de apenas 67,5%.

Apesar do baixo número de vacinados, não está em cima da mesa a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória, mesmo nos sectores profissionais mais sensíveis, mas na segunda-feira entram em vigor restrições mais severas a nível regional para os não vacinados, como a proibição de entrar em bares, restaurantes, piscinas públicas e outros espaços fechados em parte do país.

Com a mudança de poder na Alemanha cada vez mais perto, vários especialistas têm vindo a apelar quer ao governo cessante da Merkel como à futura coligação do social-democrata Olaf Scholz para agirem imediatamente.

A futura coligação entre os Verdes e Liberais já apresentou ao Bundestag (parlamento federal) um primeiro esboço de um projecto de lei de medidas contra a pandemia, que se espera que seja aprovado na próxima semana, mas são já muitas as vozes criticas que apontam o apontam como “insuficiente”.