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Operação cumpre 61 mandados por desvios no combate à pandemia

Ilegalidades praticadas causaram altíssimas taxas de mortalidade nos leitos de UTIs de alguns hospitais

Foto: Ascom Polícia Civil/Haeckel Dias

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público do Estado da Bahia, participa, nesta quarta-feira (18), das ações desencadeadas pela “Operação Ethon”, que cumpre 61 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cidades do Amazonas, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

Investigações apontam que um esquema instalado no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) resultou no desvio de milhões de reais em dois contratos destinados ao fornecimento emergencial de leitos de UTIs, entre o período de março a outubro de 2020.

As empresas contratadas foram a Domed, que forneceu 50 leitos no Hospital Regional de Santa Maria, e a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva (OATI), que forneceu 20 leitos no Hospital de Base e outros 10 na UPA de São Sebastião.

Além do superfaturamento de preços ofertados pelas empresas que participaram da seleção e do direcionamento das contratações em favor da Domed e da OATI, as investigações também apontaram que as empresas não forneceram insumos, medicamentos e mão de obra em quantidade e qualidade exigidos.

As ilegalidades praticadas tiveram como consequência a ocorrência de altíssimas taxas de mortalidade nos leitos de UTIs de alguns hospitais administrados pelas empresas.

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