Mais de 18 milhões de pessoas estão com 2ª dose contra Covid em atraso, diz Saúde

Completar o esquema vacinal de duas doses é necessário para garantir a proteção máxima contra a infecção pelo novo coronavírus, diz a pasta

Ministério da Saúde já enviou mais de 476 milhões de doses das vacinas aos estados e ao Distrito Federal (Ane Souza / Prefeitura de Ouro Preto)

Mais de 18 milhões de brasileiros estão com a segunda dose contra a Covid-19 em atraso no país. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8).

Para garantir a proteção máxima contra a infecção pelo novo coronavírus, se faz necessário completar o esquema vacinal de duas doses para as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac. De acordo com a pasta, se o intervalo entre as doses tivesse sido cumprido, o Brasil já teria mais de 88% do público-alvo completamente vacinado.

Até o momento, o Ministério da Saúde já enviou mais de 476 milhões de doses das vacinas aos estados e ao Distrito Federal. Segundo levantamento do ministério, oito estados não registraram mortes pela doença na quinta-feira (7): Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba e Espírito Santo.

O ministério atribui ao avanço da vacinação a melhora dos indicadores da pandemia no país. A média móvel de óbitos por Covid-19 no Brasil chegou a 189,9 na quinta-feira, ficando abaixo da marca de 200 pelo segundo dia consecutivo desde o dia 21 de janeiro. Na ocasião, que marcava o início da alta provocada pela variante Ômicron, o índice era de 195,7.

Os dados estão disponíveis no mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. O Brasil ultrapassou a marca de 60 dias seguidos com tendência de queda na média móvel de casos da doença, desde o pico causado pela Ômicron. O índice passou de 183.150, em 5 de fevereiro, quando a pandemia atingiu a máxima histórica de casos, para 23.291, nesta quinta, representando um recuo de 87,28%.

País registra caso da Variante XE

O Instituto Butantan confirmou, na quinta-feira (7), o primeiro caso no país de Covid-19 causado pela variante XE da Ômicron, fruto de um evento recombinante que mistura as sub linhagens virais BA.1 e BA.2.

A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde, que afirmou realizar o constante monitoramento do cenário epidemiológico da Covid-19. Em nota, a pasta reforçou a importância do esquema vacinal completo para garantir a máxima proteção contra o vírus e evitar o avanço de novas variantes no país.

O recombinante entre as duas sub linhagens de Ômicron (BA.1 e BA.2) está sendo rastreado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte da variante Ômicron. O recombinante foi detectado pela primeira vez no Reino Unido em 19 de janeiro e aproximadamente 600 sequências foram relatadas e confirmadas até o dia 29 de março.

Segundo a OMS, as estimativas iniciais sugerem que esse recombinante tem uma vantagem na taxa de crescimento comunitária de 1,1 (o que representa uma vantagem de transmissão de 10%) em comparação à BA.2. No entanto, segundo a OMS são necessários estudos complementares para confirmar a informação.