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Japão amplia restrições após disparada de casos em meio a Olimpíada

Infecções diárias no país passaram de 15 mil pela primeira vez

Foto: Carl Court/Getty Images

O Japão decidiu nesta quinta-feira (5) ampliar suas restrições de emergência contra a covid-19 para cobrir mais de 70% da população, já que uma disparada recorde de casos sobrecarregou hospitais em Tóquio e em outras partes do país.

O Japão tem evitado os surtos explosivos vistos em outros locais, mas as infecções estão aumentando rapidamente e os casos novos atingem altas recordes na capital, ofuscando a Olimpíada e aumentando os questionamentos sobre a reação do primeiro-ministro Yoshihide Suga à pandemia.

Suga anunciou as novas medidas – que são majoritariamente voluntárias, ao contrário dos lockdowns rígidos no exterior – no momento em que os casos novos diários de Tóquio atingiram um recorde de 5.042. No país, os casos novos passaram de 15 mil pela primeira vez, e conselheiros médicos da capital disseram que a cifra da cidade pode dobrar em duas semanas.

Seis prefeituras, incluindo Tóquio, já estão sujeitas a estados de emergência plena que vigorarão até 31 de agosto, e outras cinco têm diretivas menos rigorosas, o que significa que pouco mais de metade da população está coberta por algumas restrições.

Ultimamente, os dois tipos de restrições se concentram em pedir que restaurantes fechem cedo e parem de servir álcool e solicitar às pessoas que fiquem em casa tanto quanto possível. Nesta quinta-feira (5), o premiê também pediu aos cidadãos para evitarem viajar durante as férias de verão.

Com as medidas mais recentes, que entraram em vigor no domingo (1º), mais de 70% dos japoneses estarão sob alguma forma de restrição.

O governo diz que a Olimpíada não é responsável pela disparada recente, mas especialistas dizem que realizar os Jogos agora envia uma mensagem confusa a um público já cansado no que diz respeito à exigência de permanecer em casa.

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