Deu a lógica! Cris Cyborg vence Holly Holm no UFC 219 e mantém cinturão dos penas

Brasileira mantém previsão dos cinco rounds, controla americana e chega às 19ª vitória. Após vencer em Las Vegas no último evento de 2017, curitibana quer enfrentar Megan Anderson na Austrália.

Cris Cyborg manteve o cinturão do peso-pena feminino ao bater Holly Holm no UFC 219 (Foto: Getty Images)

Cris Cyborg pediu aos fãs antes da luta na noite deste sábado, no UFC 219: “Tenham paciência se durar cinco rounds”. E assim aconteceu. A campeã peso-pena (até 66kg), acostumada a nocautear quase todas as suas adversárias, trabalhou durante os 25 minutos de luta e foi superior à desafiante e ex-campeã peso-galo (até 61kg) Holly Holm. Cyborg venceu por decisão unânime (49-46, 48-47, 48-47) e chegou a 19 vitórias, com apenas uma derrota na carreira.

– Quero agradecer a Holly Holm, ela é uma lutadora impressionante, agradecer a Deus pela oportunidade e a todos que vieram hoje. Gostaria de lutar na Austrália contra a Megan Anderson, tenho muitos fãs lá. Estou pronta para qualquer uma – disse Cris Cyborg ainda em cima do octógono.

A australiana Megan Anderson seria a primeira desafiante ao título de Cyborg, mas teve problemas com o passaporte e foi substituída por Tonya Evinger na última luta da brasileira.

Cris Cyborg castiga o rosto de Holly Holm e leva a melhor na luta principal do UFC 219 (Foto: Getty Images)

A luta

A luta começou com Cyborg dominando o centro do octógono, mas assim que soltou um chute alto, a brasileira acabou caindo. Ao se levantar, viu Holly grudá-la na grade. A americana, no entanto, não tinha ação. Foi aí que o primeiro direto de Cyborg entrou. Uma tentativa de sequência de Holly foi em vão como respostas. Alternando chutes altos e baixos, a campeã atingiu de novo o rosto de Holly com um direto, enquanto a adversária sempre que podia a levava para a grade, apenas para travar o ímpeto de Cyborg.

No segundo round, as duas mantiveram o ritmo mais lento, mas Holly Holm conseguiu ser mais efetiva nos golpes, e sempre que pôde segurou a brasileira no clinche na grade. Após dois rounds, uma luta muito equilibrada.

Nos cinco minutos seguintes, Holly já mostrava o olho esquerdo um pouco fechado, e a luta não aumentava o ritmo. Foi aí que um direto de encontro de Cyborg atingiu a americana, que respondeu com um chute alto. Um bom cruzado de Holly também entrou, assim como uma joelhada. A brasileira conseguiu virar o round nos últimos segundos, com um “superman punch” e uma sequência que atingiram em cheio a americana.

Para o quarto round, Holly conseguiu um bom uppercut de início, mas não segurou a brasileira nem enquanto a torcida gritava seu nome. Um chute alto atingiu em cheio a americana. Holly, de novo, grudou Cyborg na grade. Só que um direto de esquerda castigou outra vez a lutadora da casa.

Para o quinto round, Holly precisava mostrar muito mais para virar a luta, mas recebeu logo um jab da brasileira. Cyborg controlava a distância, porém, levou uma cotovelada de encontro que conseguiu absorver bem. Uma boa sequência de golpes da campeã atingiu Holly, assim como um direto em cheio pouco depois. Nos últimos segundos, um cruzado da americana chegou a balançar Cyborg, mas não o suficiente para ser decisivo na luta.

CARD PRINCIPAL:
Cris Cyborg venceu Holly Holm por decisão unânime (49-46, 48-47, 48-47)
Khabib Nurmagomedov venceu Edson Barboza por decisão unânime (30-25, 30-25 e 30-24)
Dan Hooker venceu Marc Diakiese por finalização aos 42s do R3
Carla Esparza venceu Cynthia Calvillo por decisão unânime (triplo 29-28)
Neil Magny venceu Carlos Condit por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28)

CARD PRELIMINAR:
Michal Oleksiejczuk venceu Khalil Rountree por decisão unânime (triplo 30-27)
Myles Jury venceu Rick Glenn por decisão unânime (triplo 30-27)
Marvin Vettori e Omari Akhmedov empataram por decisão majoritária (28-28, 29-28 Vettori e 28-28)
Matheus Nicolau venceu Louis Smolka por decisão unânime (30-25, 30-26 e 30-26)
Tim Elliott venceu Mark De La Rosa por finalização a 1m41s do R2

Fonte: Combate
JIU JITSU FERNANDO MEIRA