Caminhoneiros criticam ‘solução’ do governo para preço dos combustíveis

A avaliação que Bolsonaro busca um improviso para lidar com a alta dos preços, por causa do ano eleitoral

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Grupos de caminhoneiros não estão convencidos de que as medidas anunciadas pelo governo de Jair Bolsonaro para conter o preço dos combustíveis irão, de fato, resolver o problema. A avaliação da associação é de que Bolsonaro busca um improviso para lidar com a alta dos preços, por causa do ano eleitoral e por receio de que isso comprometa sua campanha à reeleição, em vez de sinalizar com uma saída estrutural para a questão dos combustíveis.

Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) declarou ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira (7), que “o governo tenta resolver um problema complexo com uma solução tabajara”.

Na segunda-feira (6), Bolsonaro propôs compensar Estados e municípios para zerar a alíquota do ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha até 31 de dezembro deste ano. A proposta inclui também a desoneração dos impostos federais sobre a gasolina e o etanol, que também seriam zerados, e valeria até o fim deste ano.

“Retirar o ICMS dos combustíveis, que não é uma receita da União, é como tomar o dinheiro do vizinho para pagar uma conta da minha casa”, afirma a Abrava, que é presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão Caminhoneiro.

Segundo a associação, a isenção de Pis/Cofins e Cide anunciada pelo governo representa 6% na composição do preço do diesel e isso não teria o impacto necessário. “Os preços dos combustíveis vão continuar subindo, o problema não está sendo enfrentado, esse movimento é só um paliativo para aumentar o diesel novamente, se não aumentar o preço, vai faltar diesel nos postos”.