Bahia fecha 2018 na 5ª colocação em geração de empregos, aponta CAGED

Ao longo de todo o ano passado, foram criados mais de 600 mil empregos contra pouco mais de 571 mil demissões, o que gerou um saldo de 28.621 postos de trabalho.

A Bahia foi o quinto estado no país e o primeiro na Região Nordeste quanto à geração de empregos no ano de 2018. Foi o que apontou uma pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Ao longo de todo o ano passado, foram criados mais de 600 mil empregos contra pouco mais de 571 mil demissões, o que gerou um saldo de 28.621 postos de trabalho.

Com o resultado, a Bahia ficou apenas atrás de estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. O estado considerado mais rico do país teve, em 2018, mais de 4,6 milhões de admissões contra pouco mais 4,5 milhões de desligamentos: um saldo de 146.596 de empregos. Na contramão, estados como Alagoas, Roraima, Acre e Mato Grosso do Sul acabaram ficando com um saldo negativo. Já o Brasil como um todo teve 15.384.283 postos de trabalho gerados contra 14.854.729 demissões, um índice positivo de quase 530 mil empregos.

Ano passado, o setor de serviços foi o que teve mais destaque neste segmento na Bahia. Foram mais de 244 mil contratações, contra pouco mais de 224 mil demissões, gerando um superávit de 20.505 empregos (71,64% do total). Em segundo lugar apareceu o comércio, cujo saldo foi de 1.983 postos de trabalho. Na terceira e na quarta posição apareceram, praticamente juntos, os segmentos de indústria de transformação e serviço industrial de utilidade pública. Esses tiveram um superávit de, respectivamente, 1.869 e 1.828 empregos no estado.

Com relação aos municípios, Salvador foi o que obteve o melhor resultado ao longo de todo o ano passado, com um índice positivo de 6.033 empregos (190.243 admissões e 184.210 desligamentos). Na segunda colocação apareceu a cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana, com um saldo de 2.007 vagas. Dias D’Ávila, também na RMS, apresentou um superávit de 1.674 empregos. Por outro lado, Itabuna, na região sul da Bahia, foi a que teve o pior desempenho, com um déficit de 1.175 postos de trabalho (8.435 admissões e 9.610 desligamentos).

DEZEMBRO

Mas, se for levado em conta apenas o mês de dezembro do ano passado, os dados do CAGED apontaram um recuo, com a Bahia fechando 11.705 postos de trabalho com carteira assinada no período. O resultado negativo decorre da diferença entre 39.501 admissões e 51.206 desligamentos. Muito disso se deve ao encerramento das contratações temporárias que foram realizadas no período das festas de fim de ano.

Por setor, cinco segmentos acumularam saldo negativo: Construção Civil (-3.748 postos), Agropecuária (-3.693 postos), Serviços (-2.694 postos), Indústria de Transformação (-1.870 postos) e Administração Pública (-119 postos). Em contrapartida, três setores exibiram saldo positivo no mês, a exemplo dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (+343 postos), Comércio (+52 postos) e Extrativa Mineral (+24 postos).

Fazendo um comparativo com os outros estados nordestinos, no mesmo período, o estado ocupou a oitava posição dentre os estados nordestinos e a décima oitava dentre os estados brasileiros. Na região, assim como a Bahia, todos os outros oito estados da região apresentaram desempenho negativo no mês, conforme os dados divulgados: Pernambuco (-14.954 postos), Ceará (-5.481 postos), Maranhão (-2.918 postos), Paraíba (-2.616 postos), Rio Grande do Norte (-2.268 postos), Sergipe (-1.679 postos), Alagoas (-1.540 postos) e Piauí (-823 postos).

EXPECTATIVAS

Diante do cenário apresentado em 2018, a expectativa para este ano, segundo a SEI, devido a constância, é a de que o mercado de trabalho formal deve seguir seu processo de recuperação. De acordo com o órgão, neste novo ano, espera-se que a Bahia continue sendo a principal liderança em termos de geração líquida de empregos na Região Nordeste e continue entre as de maior número de vagas abertas entre todas as unidades federativas do país.

“Por fim, com os empresários baianos cada vez mais confiantes quanto ao futuro, conforme captado pela Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), associado com a probabilidade de um dinamismo econômico maior neste ano do que em 2018, é de se esperar um vigor maior do mercado de trabalho local em termos de geração de postos de trabalho em 2019, no entanto nada que se aproxime muito dos níveis pré-crise”, afirmou Luiz Fernando Araujo Lobo, Coordenador de Pesquisas Sociais do órgão.

Salvador cria mais de 6 mil 

Salvador criou 6.033 empregos formais no ano de 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (23), que apontam o sucesso das intervenções e políticas públicas de desenvolvimento adotadas pelo programa municipal Salvador 360, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).

Com a continuidade dos investimentos e intervenções do governo municipal, a expectativa da Sedur é que em 2019 os indicadores se tornem ainda melhores. De acordo com o titular da pasta, Sérgio Guanabara, os números evidenciam um crescimento muito significativo para economia da cidade. “Salvador gerou 6 mil novos postos de trabalho. Se levarmos em consideração aposentadorias, pedidos voluntários de saída, doenças e invalidez, esse número cresce. Sai de 6 mil para 33 mil novos postos de trabalho formais na nossa cidade”, frisa.

Ainda segundo o secretário, os bons índices são frutos do programa Salvador 360, que tem como propósito ativação da economia e geração de emprego e renda na capital baiana. “Salvador só cresce com todo esse trabalho de políticas públicas adotados na gestão. Vamos trabalhar ainda mais e muito provavelmente os resultados do mercado de trabalho soteropolitano serão ainda mais positivos neste ano que se inicia”, salienta.

EDUARDO 'SNIPER' ROBSON