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Rússia e China ignoram protestos e impõem sanções à Coreia do Norte

Moscou e China seguem o discurso da comunidade internacional em prol da desnuclearização da Península da Coreia.

s mais recentes sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte tiveram o apoio de Rússia e China, e mesmo diante das queixas de Pyongyang contra as medidas, Moscou e China seguem o discurso da comunidade internacional em prol da desnuclearização da Península da Coreia.

Segundo reportagem publicada pelo jornal sul-coreano Korea Herald neste domingo, os dois principais aliados de Kim Jong-un no planeta não dão mostras de que irão abrandar as medidas que afetam a economia norte-coreana.

Um exemplo é o fato de que as exportações da Coreia do Norte para a China em outubro caíram 62% em relação ao ano anterior, totalizando cerca de US$ 90 milhões, de acordo com dados da alfândega chinesa divulgados na última quinta-feira. A cifra também caiu quase 38% em comparação com US$ 145,8 em setembro.

A Bloomberg informou na sexta-feira que, conforme apontam os mesmos dados de Pequim, a China bloqueou todas as importações de produtos comerciais importantes para a balança comercial norte-coreana, como carvão, ferro, chumbo, alumínio, zinco ou cobre. Tais medidas se unem à proibição total do comércio de carvão do Norte, definida pela ONU em 5 de setembro.

Além disso, os chineses também decidiram “temporariamente” fechar a ponte de amizade sino-coreana, que atuou como uma porta principal do comércio entre os dois países comunistas. A ponte, que liga a Coreia do Norte com a cidade chinesa de Dandong, estará fechada para trabalhos de manutenção no lado norte, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em uma entrevista coletiva regular em Pequim na sexta-feira. No entanto, não foi mencionado um prazo específico para a reabertura da ponte.

A postura de Pequim não passou desapercebida em Pyongyang. Na semana passada, Kim se recusou uma reunião com um enviado especial chinês ao país. Song Tao, chefe do Departamento de Ligação Internacional do Partido Comunista da China, teria se reunido com algumas autoridades norte-coreanas de alto nível, mas não conseguiu falar pessoalmente com o líder norte-coreano – que tentou assim mandar um recado ao presidente chinês, Xi Jinping.

Rússia barra trabalhadores

Enquanto isso, a Rússia decidiu não atribuir uma quota para os trabalhadores norte-coreanos para o próximo ano, sugerindo que nenhum novo contrato de trabalho será assinado, revelaram autoridades russas à Sputnik na sexta-feira. Hoje, entre 30.000 a 40.000 migrantes norte-coreano estariam trabalhando legalmente na Rússia.

A decisão de Moscou é amplamente vista como esforços para sustentar a Resolução 2375 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada por unanimidade em 11 de setembro, que visa conter a contratação de trabalhadores norte-coreanos em países estrangeiros. A ONU estimou que a última proibição reduziria a receita anual de exportações de US$ 3 bilhões da Coreia do Norte em um terço.

No início deste mês, a Coreia do Norte pediu uma parada imediata das sanções contra o país, afirmando que as medidas “constituíram genocídio”, declarou a missão norte-coreana na ONU em Genebra em um comunicado.

O apoio de russos e chineses às sanções compõem um cenário de desacordo dos dois aliados de Pyongyang aos recentes testes balísticos e nucleares conduzidos pelo Norte ao longo de 2017. A postura provocativa do governo norte-coreano irritaram principalmente a China, que acabou sendo muito pressionada pelos Estados Unidos a fazer algo a respeito.

Com informações do Sputnik News.

 

 

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