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Monilíase do cacaueiro: “Não há motivo para pânico”, diz Lucimara Chiari, da Ceplac, sobre descoberta de foco no Acre

Não há motivo para pânico, porque todas as medidas de segurança estão sendo tomadas. Para se prevenirem o agricultores devem seguir medidas da cartilha de biossegurança da Ceplac, disponível no site oficial do órgão. A declaração é da coordenadora-geral de pesquisa e inovação da Ceplac, Lucimara Chiari, ao tranquilizar os cacauicultores brasileiros em relação a um foco da praga detectado semana passada em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Em conversa com o Blog do Bené, Lucimara Chiari garantiu que “o fato está restrito só ao Estado do Acre e está sendo tratado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, junto com a Ceplac. A coordenadora-geral de pesquisa e inovação do órgão, acrescentou que o Mapa está adotando as medidas de contingência, em conjunto com as demais instituições oficiais de Sanidade Vegetal e de pesquisa, visando evitar a disseminação monilíase do cacaueiro no país.

Em nota divulgada manhã desta quinta-feira, dia 08, o Ministério da Agricultura reconheceu que um foco da praga Moniliophthora roreri, conhecida como monilíase do cacaueiro, foi detectado em Cruzeiro do Sul, no Acre. A confirmação da praga no Brasil foi obtida por meio de análise laboratorial, realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia, em amostras coletadas no local pela equipe do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal.

A monilíase é uma doença que afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

“É uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana e que, apesar do foco detectado se encontrar distante das principais regiões produtoras, devido ao seu potencial de danos às culturas que atinge, é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais”, informou a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

Na América do Sul, a praga já se encontra presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru. “Tendo em vista seu potencial impacto nos cultivos de cacau e cupuaçu, tanto os estados localizados na região fronteiriça do norte do país quanto os principais estados produtores encontram-se sob ações de prevenção e vigilância permanente, realizadas pelo Mapa e Órgãos Estaduais de Sanidade Vegetal”, acrescentou.

Fonte: Blog do Bené