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Governo da Bahia e Ceplac vão definir ações com chegada da monília

O secretário de agricultura do governo do Estado da Bahia, João Carlos Oliveira, esteve ontem na superintendência regional da Ceplac para ouvir os técnicos da instituição e manter entendimento com a coordenadora geral de pesquisa e inovação da Ceplac, Lucimara Chiari, a fim de definirem um programa conjunto de ações para proteger a cacauicultura baiana da monilíase do cacaueiro.

Participaram da reunião técnicos da Ceplac diretamente envolvidos no programa de pesquisa e extensão rural da monília, que há cerca de oito anos vêm buscando a testagem de clones resistentes à doença e definindo e estendendo à comunidade e aos produtores as ações de defesa sanitária.

Segundo João Carlos Oliveira “é preciso investir mais no programa de pesquisa da monília, aperfeiçoar o processo de defesa sanitária, desenvolver campanhas de esclarecimento e para isso já está marcada reunião com o governador Rui Costa já nesta segunda-feira”. Oliveira adiantou que tem questões importantes que precisam ser examinadas, “como por exemplo o fato de cerca de 80% da madeira comercializada na Bahia vir da região Norte”.

A coordenadora de pesquisa da Ceplac, Lucimara Chiari, afirmou que as preocupações do governo do Estado da Bahia estão plenamente afinadas com o pensamento da Ceplac e colocou a instituição à disposição para entendimentos e definição de plano de trabalho. Uma das tarefas de Chiari é destravar em Brasília um convênio para testagem de clones brasileiros nos países que já convivem com a Monília.

A pesquisadora Karina Gramacho, coordenadora do programa de pesquisa da monília na Ceplac, reivindicou mais recursos financeiros e de pessoal para a execução integral do programa que dirige e reconheceu o apoio da FAPESB para o que vem sendo realizado. O extensionista Milton Conceição, da Ceplac, observou que “é hora de se rever com decisão a questão legal do manejo da cabruca, para permitir que o produtor possa aumentar a produtividade do cacau, sem a qual fica praticamente impossível conviver com a monília”.

O coordenador regional da Ceplac/BA, substituto, José Carlos Santana, afirmou que essa questão da Monilia é prioritária e vai trabalhar, no que tiver afeto à sua área, para oferecer as condições para a pesquisa da Ceplac desenvolver suas responsabilidades. Informações Radar Bahia News