‘Invasão da Ucrânia começou’, diz ministro britânico após ação de Putin

Casa danificada após bombardeio em vilarejo na região de Donetsk, próxima à linha de frente dos militares da Ucrânia e separatistas pró-Rússia (Imagem: Anatolli Stepanov/AFP)

O ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou que a invasão da Ucrânia pela Rússia “começou” após o presidente Vladimir Putin reconhecer a independência de duas regiões separatistas do leste da Ucrânia e ordenar o envio de tropas.

A informação foi divulgada pelo site Sky News. “A partir dos relatórios, acho que já podemos dizer que [Putin] enviou tanques e tropas”, disse Sajid Javid. “A partir disso, você pode concluir que a invasão da Ucrânia começou.”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que anunciará sanções econômicas contra a Rússia ainda hoje, segundo informações da Reuters. As sanções seriam “destinadas não apenas a entidades em Donbass, Luhansk e Donetsk, mas na própria Rússia —visando os interesses econômicos russos o máximo que pudermos”.

“Esta é, devo enfatizar, apenas a primeira enxurrada de sanções econômicas do Reino Unido contra a Rússia, porque esperamos que haja mais comportamento irracional russo por vir”, afirmou Boris Johnson a repórteres.

Ontem, líderes separatistas de Luhansk e Donetsk enviaram pedido ao presidente russo Vladimir Putin para que ele reconhecesse a independência dos dois territórios e ativasse uma “cooperação em matéria de defesa”.

Em sua decisão, a Rússia prevê a negociação de “acordos de amizade e ajuda mútua”. A decisão agrava a crise entre Rússia e Ucrânia. Também põe fim ao instável processo de paz mediado pela França e a Alemanha, que determinava a devolução dos territórios ao controle de Kiev em troca de ampla autonomia.

Os Estados Unidos ainda não usaram a palavra “invasão” para descrever a ação de Putin de enviar soldados à Ucrânia. Autoridades alertam que a Rússia está criando um “pretexto” para invadir a vizinha.

Nas redes sociais, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que o ato é “previsível e vergonhoso” e condenou a ação de Putin.