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Infectologista reforça cuidados para se proteger da Covid-19 com chegada do inverno

Baixas temperaturas podem possibilitar um aumento significativo do número de casos de Covid-19

O Inverno começa nesta segunda-feira (21), e é visto com preocupação por muitos profissionais de saúde. As baixas temperaturas, principalmente no interior do estado, tendem a aumentar as aglomerações em ambientes fechados e pode possibilitar um aumento significativo do número de casos de Covid-19.

A médica infectologista Clarissa Cerqueira afirmou que evitar aglomerações continua sendo um ponto crucial no combate a disseminação do vírus, principalmente neste período.

“No inverno as doenças respiratórias são mais facilmente transmitidas. Em decorrência das baixas temperaturas as pessoas tendem a aglomerar mais. Isso a gente vê principalmente em regiões onde as temperaturas são mais frias. Neste período as pessoas costumam frequentar ambientes fechados por conta das baixas temperaturas. Isso propicia a transmissão de doenças que são transmitidas pelo contato e por gotículas, assim como a Covid-19”, explicou.

Para a infectologista, nessa época onde muitas pessoas ficam resfriadas ou gripadas será necessário um aumento do número de testagens.

“A testagem é fundamental. A gente testa muito pouco aqui. Além disso, a gente tem o teste do vírus da Influenza, que é um teste rápido e sai o resultado em alguns minutos. A influenza é o vírus que causa gripe, mas também existem tantos outros que causam manifestações similares as da Covid-19. Na pandemia qualquer sintoma respiratório a gente ta pensando no pior que é a Covid. Então independente do que a pessoa tiver ela tem que se isolar e manter as medidas de proteção iniciais como se fosse um caso suspeito de Covid”, aconselhou.

Outro probelma citado pela médica infectologista é o risco da automedicação. Segundo ela, o melhor a ser feito é procurar uma unidade de saúde mais próxima e não tomar certos medicamentos que podem atrapalhar no tratamento da Covid.

“Tem medicações como a corticóide que muita gente tem o costume de tomar. Mas a corticóide tem uma indicação bem específica e muitas pessoas fazem o uso por conta própria. Isso leva a uma alteração do ciclo da doença e atrapalha bastante no manuseio clínico desse paciente. Esse é só um exemplo, mas existem tantas outras medicações que muitas pessoas usam. Um anticoagulante, por exemplo, tem risco de sangramento. O recomendado é não se automedicar e se consultar com um médico especialista”, disse.

Além de salientar a importância de evitar aglomerações, Clarissa reforçou que o uso das máscaras e a higienização das mãos são fundamentais para a proteção não só contra o Covid, mas todas as outras doenças respiratórias que circulam com mais intensidade neste período.

Fonte: Bahia.ba