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‘Se o presidente quiser vir para PP, terá que respeitar nossos espaços’, impõe Cacá Leão

O deputado federal, que é filho do vice-governador da Bahia, João Leão, também do PP, admitiu que a filiação tem sido tratada internamente no partido

Líder do PP na Câmara dos Deputados, o baiano Cacá Leão declarou que, se o presidente Jair Bolsonaro, quiser se filiar à sua legenda, terá que respeitar os espaços das lideranças da sigla.

Cacá, que é filho do vice-governador da Bahia, João Leão (PP), admitiu que a filiação tem sido tratada internamente no partido. “É óbvio que – não vou esconder de ninguém – que o nosso partido está discutindo internamente a filiação do presidente Bolsonaro, mas o partido é grande”, disse, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia divulgada nesta sexta-feira (8).

“Nós somos a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados. Nós somos 43 deputados federais justamente porque respeitamos a independência e as alianças que são feitas nos estados. Esse é o nosso sentimento. É isso que nós temos definido junto à Executiva Nacional”, declarou, em entrevista à rádio Metrópole. Esse é o entendimento da maioria dos parlamentares”.

“O presidente Bolsonaro, se ele quiser vir para o partido, ele vai vir, mas respeitando os nossos espaços nos estados, o tamanho das nossas bancadas. A Bahia hoje tem quatro deputados federais, nove deputados estaduais, temos o vice-governador, e todas essas pessoas serão ouvidas. Temos mais de 100 prefeitos, 700 vereadores”, acrescentou.

Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, do G1, a avaliação do PP é que, se Bolsonaro se filiar ao partido, ele ajudará a impulsionar o crescimento da bancada de deputados federais. Com isso, a legenda aumentaria suas cotas de fundo partidário e eleitoral, além de conquistar maior fatia no tempo de TV e rádio.

Até então, havia resistência de diretórios de estados do Nordeste, que temem desgaste eleitoral por causa da avaliação negativa de Bolsonaro na região. Mas o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, ambos do PP, têm atuado para resolver as resistências estaduais.

Conforme o jornalista, pelo acordo em andamento, Bolsonaro entraria no partido com carta branca para escolher o vice de sua chapa e indicar candidatos majoritários em alguns estados estratégicos. Deputados bolsonaristas que estão no PSL e em outras legendas também terão a garantia de suas candidaturas pelo PP.

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