Recordista no jiu-jítsu, Buchecha adia ida ao MMA: “Tem que pensar bem”

Faixa-preta, que igualou Roger Gracie com 10 títulos mundiais, declara que transição para o MMA não pode acontecer na empolgação e vê a arte suave em época próspera.

Marcus Buchecha adiou os planos de lutar MMA, mas afirma que estreia de Rodolfo Vieira o deixa motivado (Foto: Raphael Marinho)

Em junho de 2016, Marcus Buchecha conquistava o tetracampeonato mundial após longo período inativo por uma cirurgia no joelho e cravava: iria para o MMA em 2017. Passado um ano, o faixa-preta faturou, no último fim de semana, seu décimo título mundial – metade no absoluto -, e, embora tenha certeza de que vai experimentar o MMA, coloca a ideia em segundo plano.

Buchecha igualou o recorde de dez títulos mundiais, pertencente a Roger Gracie. E, em entrevista aoCombate.com, descarta fazer a transição para o MMA este ano. A falta de boas propostas dos eventos e a fase próspera no jiu-jítsu levam o paulista a segurar os planos.

– O jiu-jítsu sempre foi minha paixão, meu esporte, o que eu amo fazer. O MMA é algo que, como atleta, quero experimentar para saber como é. É um novo desafio e, cedo ou tarde, vou fazer, tenho isso na cabeça. Nenhuma proposta agradou, para fazer eu começar do zero e me dedicar a um novo esporte. Começar do zero não é fácil. E, se eu não me valorizar, quem vai? A coisa não é só financeira, claro que conta muito, mas as coisas vêm dando certo. O jiu-jítsu vive a melhor fase para os praticantes, lutadores, para os menos graduados e para os faixas-pretas, em termos de reconhecimento, competições, seminários e patrocínios. Isso acaba fazendo com que a decisão fique difícil. Tem que ser uma coisa bem pensada e não na empolgação – declarou o pupilo de Rodrigo Cavaca, que venceu Leandro Lo, na final da divisão aberta do Mundial, no último fim de semana, na Califórnia.

O faixa-preta não descarta estrear no MMA em 2018, mas o segundo semestre de 2017 é fora de cogitação. Ele quer aproveitar bem os eventos de jiu-jítsu que ainda estão no calendário deste ano, mas sabe que não pode adiar tanto sua transição.

– Eu não pensei nisso ainda, mas também não posso adiar muito. Esse ano a agenda está corrida, superluta contra o Roger, ADCC, não tem como pensar muito, porque vou estar ocupado treinando. Ano que vem ainda não pensei. Mais para o fim do ano que vem, vamos esperar.

Marcus Buchecha e Rodolfo Vieira, que lideraram os pódios dos principais eventos de jiu-jítsu nos últimos anos, eram duas esperanças brasileiras no MMA. E o faixa-preta de Rodrigo Cavaca admite que ver o amigo – e rival em tantas finais -, debutar em um cage o deixou animado.

– O Rodolfo eu ainda estava lá na estreia, assisti de perto, ele é um grande amigo meu. É bom ver atletas como ele, que são da mesma caminhada que você, sendo bem sucedido, estreando bem, motiva bastante, foi muito bom ver de perto.

Fonte: Combate

 

 

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