UFC

Presidente do PHS admite possibilidade de perder vereadores em Salvador

O presidente da sigla afirma que o partido não faz objeção à possibilidade de perder seus quatro vereadores.

Presidente do PHS na Bahia, o ex-deputado federal Edson Pimenta afirma que o partido não faz objeção à possibilidade de perder seus quatro vereadores na Câmara Municipal de Salvador, conforme admitiu o líder da bancada na Casa, vereador Téo Senna. Pimenta afirma ainda que ele não está se envolvendo na questão que começou a ser tratada por seu antecessor, Júlio Muniz, que é aliado de Téo e da maioria dos vereadores da capital baiana. “Não estou conversando com o ex-presidente sobre a permanência dele e do grupo dele no partido, respeitando a posição deles em Salvador. E apoiando as candidaturas ligadas a ele na chapa com outros partidos”, afirmou Pimenta. Segundo ele, a partir de abril próximo os parlamentares estarão livres, com respaldo da Justiça Eleitoral, para deixar a legenda.

O líder do PHS na Câmara Municipal já confirma que vai deixar o partido em abril próximo. Democratas e PSDB estão entre os possíveis destinos. “A ideia é a gente ir para um partido maior, com mais visibilidade”, disse Téo. Nos bastidores é dada como certa ainda a saída dos demais integrantes da legenda, Igor Kannário, Cátia Rodrigues e Isnard Araújo. Para esses três o provável destino é o Podemos, liderado pelo veterano Carlos Muniz. Embora não haja a chamada janela partidária para vereadores, Téo afirma que “existe um entendimento jurídico” para que os parlamentares municipais possam trocar de legenda sem risco de ter o mandato requerido por suas atuais siglas.

A relação do PHS com o prefeito ACM Neto (DEM) chegou a ficar estremecida em dezembro último, após o ex-deputado federal Edson Pimenta assumir o comando do partido na Bahia. O temor era de que ele levasse a legenda para a base do governador Rui Costa (PT). Téo garante, porém, que o assunto está superado, e que o prefeito continua com o apoio da bancada. A movimentação não se restringe ao PHS. Conforme apurou a Tribuna nos bastidores, a expectativa é de que pelo menos 12 vereadores mudem de legenda no período em que a Justiça Eleitoral permitirá.

Por Rômulo Reis | Tribuna da Bahia

Veja também