‘Política é para ser feita com a guerra de argumentos’, diz Wagner

Em Itamaraju, acompanhando o governador Rui Costa,senador cita uma dívida da União de R$ 500 milhões e critica recusa de financiamento para o VLT de Salvador

O senador e pré-candidato a governador Jaques Wagner (PT) subiu o tom em discurso realizado nesta sexta-feira (26), em Itamaraju (extremo sul), durante agenda com o governador Rui Costa. Sem se referir a nomes, o ex-governador citou que o governo federal deve a Bahia R$ 500 milhões em recursos de obras conveniadas, realizadas e sem pagamento da parcela federal.  Para dar continuidade aos serviços, o governo estadual aportou esses recursos. “Essa política não prospera. O povo quer ver as coisas andarem, vota pela prosperidade”, disse.

Jaques Wagner criticou também a recusa de um financiamento do Banco do Nordeste para o VLT em Salvador. “Só pela picuinha, para nção deixar a gente fazer o bem para o povo, não liberaram o empréstimo”, ressaltou o senador. ” Agente nunca discriminou, como alguns hoje nos discriminam”, completou.

Jaques wagner deu como exemplo Itamaraju, cidade atualmente dirigida por Marcelo Angenica (PSDB). “O prefeito está aqui pela vontade do povo de Itamaraju. Respeitá-lo é respeitar a vontade do povo de Itamaraju. Foi sempre assim (nos governos do grupo dele e de Rui Costa)”.  Ainda segundo Wagner, “a política é para ser feita com a guerra de argumentos e não com a guerra de xingamentos. Em geral, quem xinga, quem ofende é quem não tem o que dizer para o povo. Eu não trablho assim”.

No discurso, o senador também lamentou a situação econômica atual – sobretudo a inflação e o desemprego – e os mais de 600 mil mortos pela Covid-19. Sobre a pandemia, Wagner ressaltou que a doença não teve como causa o governo federal, “mas é responsabilidade do governo federal alertar sobre o que estava acontecendo e ter comprado a vacina na hora certa.”