Polícia apreende 180 caça-níqueis em operação contra jogo em SP

A Operação Caracol foi realizada para combater a prática de jogos de azar na capital paulista.

APolícia Civil de São Paulo divulgou hoje (31) o resultado de mais uma etapa da Operação Caracol, realizada para combater a prática de jogos de azar na capital paulista. A ação, planejada durante um mês por serviços de inteligência, visitou 30 locais. Em 15 deles, foram apreendidas 180 máquinas caça-níqueis; em dois locais funcionavam jogo do bicho; e, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, um “mega bingo”.PUBLICIDADE

“A Operação Caracol é uma agenda diária no âmbito da capital. Desde janeiro, foram 653 diligências com apreensão de 4.363 máquinas caça-níquel, com um total de 410 autos de prisão em flagrante”, elencou o delegado José de Godoy Pereira Neto, diretor em exercício do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

A operação resultou em 19 termos circunstanciados de ocorrência (TCO), que são aplicados em crimes de menor potencial ofensivo, e foram feitos três autos de prisão em flagrante para crimes contra o consumidor, por estarem comercializando produtos vencidos ou estragados. Eles pagaram fiança e foram liberados.

“São bingos ou restaurantes e bares que têm passagens secretas, que dão nos locais de jogo. Locais muito bem estabelecidos, com ar-condicionado, televisão, com todo conforto para os jogadores”, descreveu o delegado Percival de Moura Alcântara Júnior, da 1ª Delegacia Seccional da capital.

O delegado Roberto Monteiro de Andrade Júnior, também da 1ª Delegacia Seccional da capital, destaca que ações de combate aos jogos de azar são importantes para coibir, por exemplo, a prática de crime de lavagem de dinheiro e tráfico. “Temos exemplos em que o jogo serve de ligação para a prática de tráfico de entorpecentes e outros crimes. Em alguns casos, no Brasil, esse é um argumento muito forte para se proibir o jogo”, explicou.

Os trabalhos foram feitos em conjunto com a Divisão de Investigações sobre Infrações contra a Saúde Pública, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, Guarda Civil Municipal (GCM), Procon e Prefeitura de São Paulo.

Com informações da Agência Brasil