CAMPANHA COMBATE AO MOSQUITO EDES AEGYPTI

Lula se aproxima dos caminhoneiros tirando o eleitorado de Bolsonaro

Os caminhoneiros são a base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL). Porém, diante do novo reajuste do diesel, o ex-presidente Lula está cada vez mais próximo da categoria, já que seu discurso defende os mesmos objetivos que esses profissionais.

O candidato à presidência, e principal rival de Bolsonaro nas eleições deste ano, criticou a Paridade de Preço Internacional (PPI) da Petrobras. Além disso, Lula criticou a falta de posicionamento do atual chefe do executivo diante dos aumentos consecutivos.

A paridade internacional dos preços é a indexação do valor do barril do petróleo cotado em dólar. Sendo assim, o valor irá depender da oferta e demanda global. A PPI foi adotada a partir de 2016, com o intuito de recuperar os prejuízos da estratégia de “congelar” os preços dos combustíveis, a fim de diminuir a inflação.

Porém, segundo Lula, os combustíveis podem ser vendidos no Brasil no preço e custo brasileiro e não subordinar ao preço internacional” disse. No último reajuste, que passou a valer no sábado (18), a gasolina passou de 3,86 reais para 4,06 reais nas refinarias e o diesel subiu de 4,42 reais para 5,05 reais

O reajuste da Petrobras desagradou o presidente Bolsonaro que solicitou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a criação de uma CPI para investigar a cúpula da Petrobras.

Segundo ele, o aumento dos combustíveis é inconcebível, já que o lucro da Petrobras é seis vezes maior que o das outras petrolíferas espalhadas pelo mundo. Além disso, apenas a estatal brasileira não reduziu a margem de lucro durante a crise mundial.

Lula e os caminhoneiros criticam Bolsonaro

Assim como os caminhoneiros, o ex-presidente do Brasil acredita que Bolsonaro não se empenha em revogar a PPI do barril de petróleo. Diante disso, questionou a autoridade de Bolsonaro já que o mesmo não consegue mexer no preço da luz, combustível, gás de cozinha e do óleo diesel definidas apenas pela Petrobras.

Essas críticas também são utilizadas pela categoria de caminhoneiros que são a base eleitoral de Bolsonaro. Diante disso, o candidato Lula começa a se aproximar desse grupo, já que possui um discurso muito parecido. A categoria já ameaçou o governo em realizar uma nova greve. Porém, até o momento nada aconteceu.