Lula e Tebet devem se reunir após carnaval para definir futuro eleitoral

Aliados da ex-senadora avaliam que uma definição precisa ocorrer nas próximas semanas para evitar a perda do chamado “timing eleitoral”

Simone Tebet e Lula

Foto: Andre Penner/AP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, logo após o carnaval para tratar do futuro eleitoral da emedebista.

Aliados da ex-senadora avaliam que uma definição precisa ocorrer nas próximas semanas para evitar a perda do chamado “timing eleitoral”.

Tebet já declarou publicamente que colocou sua decisão nas mãos de Lula. A preferência da ministra é disputar uma vaga no Senado Federal, seja por São Paulo, seja por seu Estado natal, Mato Grosso do Sul.

Ainda assim, sem uma definição clara, a avaliação é de que o capital político pode se dissipar.

São Paulo no centro das articulações

Lula tem mencionado o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como potenciais candidatos aos cargos em disputa em São Paulo, duas vagas ao Senado e o governo do Estado.

Alckmin e Haddad aparecem, neste momento, como nomes mais consolidados. Tebet também é citada como possível candidata a vice em uma eventual chapa presidencial, caso Alckmin não a integre.

Internamente, porém, cresce a avaliação de que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) dificilmente aceitaria compor como vice em uma chapa liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

A ministra não demonstra disposição para mudar de partido como estratégia principal, embora já tenha sido sondada por outras siglas, como o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda de Alckmin.

Dentro do MDB, a maioria defende neutralidade na disputa presidencial. Dirigentes avaliam que a legenda não suportaria um racha nacional, com risco de perda de protagonismo, cenário semelhante ao enfrentado pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em eleições anteriores.

Pressão sobre Haddad e estratégia do Planalto

No governo, interlocutores avaliam que Haddad dificilmente recusaria um eventual pedido de Lula para disputar novamente um cargo majoritário em outubro, apesar de resistências pessoais.

Nas conversas com aliados, Lula trata do processo eleitoral sem demonstrar pressa. Integrantes do entorno presidencial classificam o pleito como delicado, mesmo diante de indicadores favoráveis ao governo.

 

 

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