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‘Já lutei com adversárias mais completas’, diz Cyborg sobre Holly Holm

Cris Cyborg garante estar preparada para defender o cinturão do peso pena do UFC pela primeira vez. A brasileira vai encarar o desafio de enfrentar Holly Holm neste sábado, no UFC 219, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Principal estrela da noite ao lado da norte-americana, Cyborg mostra confiança para o combate. “Acredito que a Holly Holm é uma atleta que tem mais experiência, mas eu já lutei com adversárias mais completas do que ela”, afirmou.

Invicta no MMA desde 2005, a curitibana garantiu o título da categoria em julho deste ano, quando derrotou Tonya Evinger por nocaute técnico. Agora, terá pela frente a ex-campeã do peso galo do UFC. Holm ganhou notoriedade por ser a primeira algoz de Ronda Rousey. Chegou a acumular três derrotas consecutivas, mas reencontrou o caminho da vitória em seu último duelo contra Bethe Correia.

Você considera que a Holly Holm é a adversária mais técnica que você vai enfrentar?

Acredito que a Holly Holm é uma atleta que tem mais experiência, mas eu já lutei com adversárias mais completas do que ela.

Como foi o período de preparação?

Após a minha última luta eu já estava pensando na Holm, então fui para a Tailândia de férias e, mesmo assim, treinei todos os dias para melhorar cada vez mais o meu jogo. Acredito que, independentemente de qualquer coisa, eu estou preparada e nada vai ser uma surpresa.

Acredita que vai deixar o octógono com mais uma vitória?

Na verdade o que me traz confiança é treinar. Eu sempre deixo o resultado da luta nas mãos de Deus. Eu tenho que chegar lá e mostrar o meu melhor.

Em uma recente entrevista, o seu técnico, Jason Parillo, chegou a dizer que você está em um nível muito diferente ao das demais lutadoras. Concorda?

Você para de aprender quando acha que é melhor do que todas as atletas. Quando você pensa que sabe tudo, não sabe nada e todas as pessoas querem passar você. É a opinião dele, mas eu não vejo isso. Preciso aprender cada vez mais para continuar onde eu estou.

Nas redes sociais, a torcida não cansa de mostrar o seu apoio. Como é sentir essa “energia positiva” dos brasileiros?

Os meus fãs são os melhores, eles me defendem e lutam por mim. Estão ao meu lado sempre. Procuro dar atenção para eles por achar que são os fãs que fazem os atletas. Eles apoiam, vestem a camisa e eu só tenho a agradecer quem está comigo até hoje.

Caso você perca a luta, acredita que uma revanche aconteceria em pouco tempo?

Depois desse combate eu faço planos. Acho que o certo agora é pensar no sábado para depois pensar no resto. Não sou eu quem controlo quem vou enfrentar, é o UFC.

Você já falou que prefere lutar com garotas do seu peso. Acredita que o UFC está enfrentando dificuldades para trazer outras adversárias para a categoria?

Na verdade a minha categoria acabou de abrir e muitas meninas lutam em outros eventos. Vão chegar mais lutadoras e eu gostaria de lutar com alguém da minha categoria.

Pensando nos planos para 2018, a brasileira Amanda Nunes já revelou o desejo de buscar o cinturão do peso pena. Gostaria de enfrentá-la?

Na verdade não concordo com essa luta contra a Amanda. As duas poderiam ficar tranquilas com o seu cinturão no Brasil. Não gostaria de enfrentar uma brasileira, mas, se é algo que ela quer, eu estou aqui para lutar. Com informações do Estadão Conteúdo.

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