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Golpe do delivery usa maquininha e causa prejuízo de R$ 600 mil

O Procon de São Paulo emitiu um alerta na última semana para a população ficar atenta a possíveis golpes praticados por entregadores de aplicativos de delivery, como iFood e Rappi. Os criminosos estariam se aproveitando do grande número de pedidos durante o isolamento social para aplicar a fraude no momento da entrega, usando maquininhas de cartão com a tela propositalmente quebrada. Segundo o órgão, desde o início da pandemia, 125 denúncias foram registradas na entidade, e os golpes já somam quase R$ 600 mil.

Procurado pelo TechTudo, o iFood alegou que já prestou esclarecimentos sobre o golpe da maquineta ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, e que não exige pagamentos adicionais no momento da entrega. A Rappi afirmou que seus entregadores não operam com maquininhas de cartão, e que taxas como gorjetas podem ser concedidas pelo próprio app. Confira as notas das empresas na íntegra ao final da matéria.

O golpe é realizado no momento da entrega do pedido. O entregador dá ao consumidor uma maquininha de cartão com o visor danificado. Neste momento, ele exibe o valor correto do pedido na tela do celular para enganar o cliente, mas lança um valor bem superior na maquineta. Por não conseguir visualizar o valor correto na máquina, o cliente acaba efetuando o pagamento.

Outra ação dos criminosos acontece quando o cliente recebe uma suposta ligação do restaurante solicitando o pagamento de uma taxa de entrega extra, solicitando os dados do cartão do usuário para a quitação do débito.

Golpes semelhantes se popularizaram no mês de abril, quando o Procon-SP notificou o iFood e a Rappi cobrando explicações e medidas de segurança que protegessem seus consumidores. Na época, o iFood respondeu afirmando que desativou os pagamentos com maquineta de alguns restaurantes e passou a exibir um alerta para o cliente no próprio aplicativo, informando quando não há necessidade do pagamento de taxas presenciais.

O Procon orienta os consumidores a recusar a utilização de maquininhas de cartão danificadas, e a sempre conferir o valor digitado no momento do pagamento. O órgão ressalta, ainda, que o campo destinado às senhas mostra apenas asteriscos, e nunca os números digitados, o que poderia revelar a senha do cartão para o entregador. Por fim, o Procon recomenda que os clientes nunca passem dados bancários por telefone a restaurantes ou a supostos funcionários de aplicativo.

O que dizem as empresas

Nota da Rappi

A Rappi afirma que não opera com máquinas de cartão de crédito ou débito e reforça que não há nenhuma prática de cobrança de taxa extra. Ainda, caso o usuário queira dar gorjetas ao entregador, isso também deve ser feito por meio do aplicativo, para garantir a segurança de todos. A Rappi instrui todos os seus entregadores parceiros a cumprirem integralmente regras e leis, sendo expressamente rechaçada condutas contrárias. Ainda, reitera que oferece em seu aplicativo um canal de atendimento aos clientes — em que é possível reportar qualquer problema na plataforma — e que recomenda que, caso lesados, façam boletim de ocorrência e registrem pedido de cancelamento na operadora de cartão de crédito. A empresa informa que sempre analisa os casos reportados, toma as medidas necessárias de acordo com os Termos e Condições do aplicativo e está à disposição dos órgãos competentes para quaisquer necessidades de esclarecimentos.

Nota do iFood

O iFood já prestou esclarecimentos para o Procon-SP no passado em relação aos golpes das maquininhas e não recebeu oficialmente nenhuma notificação resposta do órgão e segue à disposição. A empresa informa que já prestou os esclarecimentos para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania – DPPC em relação a investigação em andamento. É importante ressaltar que essa prática fraudulenta afeta tanto os consumidores quanto o iFood, que, em apoio aos clientes, tem atuado para auxiliá-los e, após análise, ressarci-los mesmo diante de uma fraude aplicada em aparelhos de pagamento que não pertencem à empresa.

Os consumidores afetados pela fraude devem registrar boletim de ocorrência e entrar em contato com o iFood pelos canais oficiais de atendimento ao cliente via aplicativo, enviando o Boletim de Ocorrência (B.O.) e extrato bancário para que a empresa possa retornar o mais breve possível.

O iFood reforça ainda que ao optar pelo pagamento online, em nenhuma hipótese é exigido pagamento adicional presencial, no momento da entrega do pedido. A orientação ao consumidor é de que ao ser questionado pelo entregador, se recuse a realizar qualquer tipo de pagamento e acione a empresa através do chat para reportar atividade suspeita. Para conscientizar o consumidor, o iFood envia orientações por meio de notificações pelo app.

A empresa recomenda ao consumidor que, em qualquer tipo de transação envolvendo pagamento por meio de cartão, cheque o valor no visor da máquina de pagamento e não insira a senha caso não exiba claramente o valor. Caso tenha efetuado qualquer operação sem que haja certeza do valor, recomenda-se que, assim que finalizada a transação, verifique no aplicativo do seu banco o valor debitado e, havendo divergência, solicite o cancelamento imediato.

Os pagamentos offline (dinheiro e maquininha de cartão) do iFood foram desativados para restaurantes com Entrega iFood em algumas cidades de sua base. A medida tem como objetivo concentrar os pagamentos no app para proteger a segurança de clientes e entregadores evitando o contato na hora de pagar e auxiliar a cidade a conter a disseminação do Covid-19.

O iFood repudia qualquer desvio de conduta por qualquer um dos usuários cadastrados na plataforma, sejam eles parceiros de entrega, estabelecimentos ou usuários finais. Ao receber relatos de fraudes e confirmar qualquer conduta irregular, a empresa desativa imediatamente os cadastros e reforça que está à disposição das autoridades.

PORTAL CBN | COM INFORMAÇÕES DO TechTudo

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