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Decisão do TSE gera impasse no PHS da Bahia

Isto porque o chefe da Corte Eleitoral decidiu afastar Eduardo Machado do comando nacional do partido e, no lugar dele, assumiu o deputado federal Marcelo Aron.

Uma decisão proferida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, anteontem, gerou um impasse no diretório do PHS na Bahia. Isto porque o chefe da Corte Eleitoral decidiu afastar Eduardo Machado do comando nacional do partido e, no lugar dele, assumiu o deputado federal Marcelo Aron. O parlamentar foi eleito para ser o novo mandatário da sigla no dia 24 de janeiro deste ano, mas o então presidente Eduardo Machado disse que não convocou a assembleia partidária. Segundo ele, o tesoureiro do PHS, Marcelo Alves de Oliveira, teria inserido, no meio de outros documentos, o edital de chamada para a eleição.   Gilmar Mendes entendeu que, como o próprio Machado, confirma a veracidade do documento, não se podia negar a existência do pleito, que escolheu Aron como novo chefe da agremiação. Ressaltou, também, que eventuais fraudes no chamamento devem ser questionadas na Justiça Comum, e não na Eleitoral.

A decisão do presidente do TSE teve desdobramento na Bahia. Aron é ligado ao ex-presidente do PHS baiano, Júnior Muniz, que quer e deve retornar ao seu antigo posto por imposição da direção nacional. O atual mandatário da sigla, Edson Pimenta, no entanto, se recusa. “Estou nomeado presidente e sou o presidente. A nova direção ainda não fez nenhum contato. Até onde sei, os dirigentes nacionais deixariam a Bahia de fora deste processo e continuaria tudo como está. O que eu quero é buscar a unidade. Até porque, o partido já é pequeno, e não pode haver divisões”, afirmou, em entrevista à Tribuna. Muniz disse que o impasse deve ser resolvido na próxima semana, e ressaltou que há um acordo feito com os líderes nacionais para que ele comande a agremiação no estado. Edson Pimenta e Júnior Muniz planejam futuros diferentes para o partido. Enquanto o primeiro é mais próximo do grupo do governador Rui Costa (PT), o segundo está perto da ala do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O petista e o democrata devem brigar pelo Palácio de Ondina na eleição deste ano.

Apesar de ser ligado a Rui, Pimenta entende, porém, que o PHS baiano deve construir um caminho diferente e ser uma terceira via no pleito deste ano. “A minha posição é que a gente tenha candidaturas a deputado, senador e governador, independente desses dois grandes grupos. Não é interessante para gente se coligar com os dois grandes grupos”, pontuou. Já Muniz quer caminhar ao lado de ACM Neto. “Nada impede que o partido se junte a outros partidos para formar uma chapa para deputado estadual e federal, mas não para governador”, salientou.

 

Por Rodrigo Daniel Silva | Trb da Bahia