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Se crescer, PR pode desbancar PP no governo e na chapa da reeleição de Rui

Candidato a senador, Carletto é dos mais entusiasmados com saída do PP e fortalecimento do PR

Se de fato absorver todos os políticos com que vem conversando, passando ao número de cinco deputados federais, seis estaduais e de cerca de 100 prefeitos no interior, o PR vai se tornar o terceiro partido mais importante da coalizão que dá sustentação ao governador Rui Costa (PT), depois do PT e do PSD, do senador Otto Alencar, desbancando, principalmente, o PP, que hoje tem o vice-governador do Estado, João Leão, e espaço privilegiado na administração estadual.

Não por acaso as posições ocupadas hoje pelo partido do simpático Leão, tanto na chapa com que Rui vai disputar a reeleição de 2018 quanto no governo, são os maiores alvos do PR, na hipótese de a agremiação obter a adesão dos novos políticos. Das lideranças com que o presidente republicano, deputado federal José Carlos Araújo, vem conversando, pelo menos três deputados já manifestaram interesse em disputar, no novo partido, a indicação ao Senado em 2018.

O deputado Ronaldo Carletto (PP) e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), teriam, inclusive, condicionado o ingresso na legenda à garantia de que poderão concorrer ao posto. Os outros dois interessados na vaga são o deputado estadual Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, com quem Araújo já abriu conversações, e o deputado federal que pertence ao quadros do PR José Rocha. Parte dos candidatos a ingressar no PR vem do próprio PP.

Nas conversas, eles têm alegado, além do interesse em abrir mais espaço no governo, o desejo de melhorar suas condições eleitorais nos municípios para 2018. Muitos consideram a posição de que o PP desfruta hoje no governo como injustificada, principalmente devido às críticas que integrantes importantes da legenda, como os deputados federais Mário Negromonte Jr. e Kaká Leão, fazem, reservadamente, ao governador. Apesar de fazer parte da base do governo, o PR não está amarrado ao destinos de Rui, diz um deputado da legenda.

“Obrigação de fidelidade com o governo é do partido que está na chapa”, completa o mesmo parlamentar, comentando, com certa irritação, a tese de que a chapa de Rui para 2018 já estaria fechada com o PP e o PSD. Para ele, assim como para os demais, caso o PR se fortaleça mais do que o PP e não encontre espaço na chapa de Rui o partido pode abrir um canal de diálogo com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), com vistas a 2018. “Hoje, nada está fechado”, diz, lembrando que o presidente do PR já disse que só trata do assnto depois da Semana Santa.

 

 

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