Concurso da Câmara Municipal de Salvador atrai 50 mil pessoas

Em busca da sonhada estabilidade profissional, quase 50 mil pessoas fizeram, neste domingo, 25, a prova para o concurso da Câmara Municipal de Salvador. Realizado pela Fundação Getúlio Vargas, o certame abriu 60 vagas para os níveis médio e superior, além de 100 vagas para cadastro de reserva.

Pela manhã, as provas foram destinadas para candidatos com nível superior, que concorrem a uma das 34 vagas para a categoria, com remuneração de até R$ 5.751,35. Já no turno da tarde os concorrentes disputavam 26 vagas para a carreira média, com salário inicial de R$ 4.575,44.

A vendedora Ana Luiza, 26 anos, decidiu encarar a disputa para o cargo de assistente legislativo municipal, cuja concorrência é de 1.551 candidato para uma vaga, a maior do concurso. A moça, que fez a prova na Universidade Federal da Bahia em Ondina, disse vir estudando há tempos.

“Eu sou uma concurseira. Não para de estudar para concursos. Por isso, quando surge uma oportunidade, já estou mais preparada”, disse, ao deixar o prédio de Letras, por volta das 11h30. “Vamos ver se, dessa vez, eu tenho mais sucesso do que nas anteriores”, continuou.

Por sua vez, o geógrafo Antônio Carvalho, 34 anos, optou por inscrever-se para o cargo de analista da Mesa Diretora, cuja concorrência era de 522 para apenas uma vaga. “É a segunda maior relação de candidatos por vaga, mas, ainda assim, estou otimista. Agora, vai”, acredita.

Atrasos

Desde o lançamento do edital, no segundo semestre do ano passado, foi anunciado que as provas para nível superior começariam às 8h, mas, mesmo assim, houve que chegasse atrasado, conforme testemunhou a vendedora de lanches Rita Paixão, de 46 anos.

Estabelecida no pátio da Faculdade de Letras, a trabalhadora informou ter presenciado, pelo menos, dois candidatos atrasados. “Todo concurso ou prova, é isso. Eu não sei como é que as pessoas conseguem perder a prova, já que as informações são divulgadas com antecedência”, opinou.

Além dos vendedores, pais de concorrentes aguardavam com ansiedade os filhos saírem da prova, a exemplo do que fez a comerciante Núbia Oliveira, 52 anos. “A vida não está fácil. Eu ficaria mais tranquila em saber que, quando partir, meus filhos estariam com o futuro garantido”, prevê.

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