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Borrachinha acompanhará duelo pelo cinturão do UFC e critica Whittaker e Adesanya

Mineiro estará em Melbourne para desafiar futuro campeão dos médios.

Na expectativa de ser anunciado o futuro desafiante ao cinturão do peso médio, Paulo Borrachinha vai conferir de perto a luta que definirá o campeão da divisão até 84kg e também, possivelmente, o próximo oponente do mineiro no octógono. Robert Whittaker e Israel Adesanya se enfrentarão no duelo principal do UFC 243, neste sábado, em Melbourne, na Austrália, valendo o título unificado da categoria. 

Campeão linear, Robert Whittaker tentará manter o cinturão diante do dono do título interino, o nigeriano radicado na Nova Zelândia. Adesanya ocupa o primeiro lugar no ranking peso médio, enquanto Borrachinha é o número dois. Whittaker, por sua vez, ocupa posição no topo da lista dos 15 melhores pesos médios do UFC. 

Depois da vitória sobre o cubano Yoel Romero, por decisão unânime dos juízes, em agosto deste ano, em Anaheim, na Califórnia, Borrachinha ficou na expectativa de ser o futuro desafiante do campeão. Por isso, ele estará presente para acompanhar o UFC 243, com as atenções voltadas para Whittaker x Adesanya. Bem ao seu estilo, o mineiro, provocador nato, criticou os protagonistas do evento em Melbourne.

Borrachinha considera que tanto Whittaker como Adesanya têm estilo muito conservador. O mineiro, por outro lado, fez questão de ressaltar o ímpeto ofensivo, buscando sempre o nocaute. “Eles não conseguem nocautear, não têm o nocaute, não costumam nocautear ninguém. Nem o Whittaker, nem o Adesanya… Fazem cinco rounds sempre. É uma vergonha”, detonou o lutador de Contagem, em entrevista à Ag. Fight.

Invicto no MMA, com vitórias nas 13 lutas como profissional, Borrachinha nocauteou nada menos que 11 adversários e finalizou um. Só em uma ocasião, justamente no duelo contra Romero, é que o mineiro precisou da pontuação dos juízes laterais. Whittaker soma sete triunfos no UFC por decisão dos árbitros, em 13 confrontos. Já Adesanya ganhou quatro vezes por pontos, em seis participações em eventos da organização. 

O mineiro se apega aos números para criticar o estilo de luta dos campeões linear e interino dos médios. “Acho que o campeão tem que finalizar ou nocautear e eles não fazem isso. Vai ser uma luta que vai para decisão (dos jurados). É por isso que o povo quer me ver como campeão. Eu vou para matar”, afirmou o brasileiro, que venceu quatro das cinco lutas pelo UFC por nocaute técnico. 

Desafio ao campeão

A presença de Borrachinha em Melbourne aumenta a expectativa de um desafio ao futuro campeão dos médios. O mineiro disse, no entanto, que não há nada programado sobre uma eventual entrada no octógono, depois da luta principal. “Em Melbourne vou fazer o que tiver que ser feito. Mas nada planejado, nada armado, tudo real. Minhas ações são todas reais. Falo o que penso, ajo como tiver que agir. Se eu achar que tenho que pegar o microfone, vou pegar. Se pensar que tenho que subir no octógono e sair na porrada, vou sair”, completou.