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Baianos vão atrás do sonho da casa própria

Imóveis variam de R$ 100 mil a R$ 800 mil e estão disponíveis mais de 17 mil unidades de todos os tipos.

Nesta sexta-feira, muitos baianos acordaram com a expectativa de realizar o tão esperando sonho da casa própria. Por conta disso, o destino de muita gente foi Feirão de Imóveis da Caixa, realizado, pela primeira vez, no Shopping da Bahia. Ao todo, são mais de 17 mil unidades de todos os tipos, desde novos até usados, com valores que variam de R$ 100 mil a R$ 800 mil.

O movimento de pessoas foi grande ao longo de todo o dia de ontem. Contudo, no final de semana – o evento vai até domingo – a tendência é a de que o fluxo seja ainda maior, superando a casa das 28 mil pessoas esperadas pela Caixa. O casal Glauber Moraes e Tais Tosta foi um dos que aproveitou o dia livre para conferir as ofertas. Eles tinham a expectativa de adquirir um apartamento na casa dos R$ 170 mil.

“Se nos oferecerem boas condições e tivermos como dar uma entrada, facilitada, a gente pode fechar negócio. O problema é que, desde a hora que nós chegamos, só encontramos preços um pouco salgados, diferente do que estava exposto nas propagandas, sem contar as condições ofertadas até agora que não estão vantajosas”, disse o engenheiro eletricista.

Já o marido da técnica de enfermagem, Daiane Assis, o assistente administrativo, Eduardo Nascimento, chegou ao feirão cedo, por volta das 9h – o evento teve início as 10h. Contudo, após horas de muita pesquisa e conversa, os dois saíram do local sem fechar negócio. A expectativa era a de conseguir um apartamento na casa dos R$ 120 mil.

“Os preços estão muito caros, fora da nossa realidade. O mais barato que encontramos estava na casa dos R$ 128 mil. Além disso, muitos só estavam com entrega prevista para daqui a um ano, sendo que nós temos um pouco mais de urgência. O bom é que nós já conseguimos a carta de crédito e estamos pensando em fazer uma pesquisa por fora”, comentou Daiane.

AVALIAÇÃO
De acordo com o superintendente regional da Caixa na Bahia, José Augusto Lopes Cunha, a decisão trocar o local do feirão do Parque de Exposições para o Shopping da Bahia deve ajudar a impulsionar o montante de vendas que, em 2016, foram superiores a R$ 502 milhões. “Só para se ter uma ideia, na primeira hora de atendimento, a gente chegou a atender 890 pessoas. Além disso, a própria condução do crédito no primeiro trimestre de 2017 em relação a 2016 já nos dá uma sinalização de crescimento de 22,5% a nível de Brasil. Ou seja, nós estamos vendo o reaquecimento do setor imobiliário e a sinalização tem sido positiva”, explicou.

Para Cunha, as vendas devem estimular o setor da construção civil, responsável por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e o que mais emprega no país. “A grande vantagem do feirão é que o nosso cliente, o trabalhador no geral, tem a comodidade de resolver tudo em um ambiente só”. Dentre os documentos que devem estar de posse do interessado estão a identidade, CPF, comprovante de renda e de endereço. “A gente faz uma pré-análise, faz a análise cadastral, já sai com o crédito aprovado e, se tiver interesse, já roda aqui pelo feirão e escolhe o imóvel”, salientou.

Com relação às taxas de juros praticadas, ele pontuou que as alíquotas são as mesas praticadas no dia-a-dia, iniciando com 5% ao ano, no caso dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, passando por 12% e até chegar a 25%, a depender do enquadramento e da renda da família da pessoa interessada em adquirir o imóvel.

 

 

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