GOVERNO DO ESTADO

Tarcísio, Ratinho Júnior e Zema defendem Bolsonaro; prisão deve antecipar sucessão

As manifestações ocorrem no momento em que partidos do campo conservador admitem que a sucessão de Bolsonaro pode ser antecipada

O ex-presidente Jair Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Romeu Zema — Foto: Elizabete Guimarães/Divulgação/ALMG | Vinícius Rosa/Governo de SP | Instagram/Reprodução | Divulgação

Governadores aliados de Jair Bolsonaro saíram publicamente em defesa do ex-presidente, que foi preso neste sábado, com críticas diretas à decisão do ministro Alexandre de Moraes. Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que Bolsonaro “é inocente e o tempo mostrará”. Ratinho Junior (PSD) afirmou haver “insensibilidade do Poder Judiciário”, enquanto Romeu Zema classificou a medida como “revanchismo político” e “arbitrária”.

As manifestações ocorrem no momento em que partidos do campo conservador admitem que a sucessão de Bolsonaro pode ser antecipada.

Apontado como preferido do Centrão para assumir o legado de Bolsonaro, o governador de São Paulo disse que Bolsonaro tem enfrentado ataques e “todas as injustiças com a firmeza e a coragem de poucos”.

“Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”, escreveu ele que foi ministro do governo Bolsonaro.

Ratinho afirmou que a prisão demonstra “insensibilidade do Poder Judiciário” e enviou solidariedade à família. Ratinho tenta ocupar espaço entre o conservadorismo e o Centrão, mas ainda enfrenta resistência da base mais fiel de Bolsonaro, que o vê como um nome mais pragmático do que ideológico.

Já Zema adotou tom mais duro. O governador disse que “a injustiça prevaleceu”, afirmou que a medida é “revanchismo político” e argumentou que Bolsonaro “isolado e vigiado 24 horas por dia” não representava risco que justificasse a prisão. Para Zema, o episódio é um “abuso de poder” e um sinal de “silenciamento opositor”.

 

 

 

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