Baixa adesão e divergências políticas minam paralisação convocada para esta quinta

A paralisação geral de caminhoneiros, convocada para iniciar nesta quinta-feira (4), não teve adesão significativa e as rodovias federais em todo o país permaneceram sem bloqueios ou interdições, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com informações do Metrópoles, a mobilização não foi formalmente comunicada às autoridades de trânsito, conforme exige o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e não se concretizou, com o fluxo de veículos operando normalmente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal e entorno.
A baixa representatividade e as divisões dentro da categoria de transportadores de cargas são apontadas como os principais fatores para o fracasso do movimento.
A greve foi anunciada por Chicão Caminhoneiro e pelo ex-desembargador Sebastião Coelho, um notório apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e crítico do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a ação foi classificada pelas principais lideranças do setor como um movimento de cunho ideológico. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) e o líder Wallace Landim, conhecido como Chorão, se manifestaram contra a paralisação, afirmando que ela seria uma “manipulação política” que prejudicaria os motoristas.
Entre as reivindicações da categoria para esta paralisação, estavam desde a estabilidade contratual, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas até a anistia para o ex-presidente Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
O Ministério dos Transportes informou estar monitorando o movimento, mas avaliou que ele era difuso e com baixa representatividade da categoria, estando pronto para agir e remover qualquer bloqueio que pudesse ocorrer.
Um dos organizadores, Francisco Burgardt, membro do Sindicam-SP, havia projetado adesão nas cinco regiões do país. Ele reforçou que o ato aconteceria seguindo as normas legais e informou ter protocolado um ofício ao Palácio do Planalto sobre a greve, focando nas pautas de melhorias para o setor.
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