O estudo também revela que o gasto médio dos brasileiros será de R$ 146 (contra R$ 156 em 2024), com 67% da população
O mês de abril é tradicionalmente marcado pelo consumo de chocolates e produtos típicos da ceia de Páscoa. Durante esse período, muitos brasileiros costumam gastar mais devido à tradição do almoço de Páscoa e à troca de ovos de chocolate.
Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), em parceria com o Instituto Datafolha, a Páscoa de 2025 deve movimentar R$ 5,3 bilhões, um aumento de 26,8% em relação ao ano anterior. O estudo também revela que o gasto médio dos brasileiros será de R$ 146 (contra R$ 156 em 2024), com 67% da população afirmando Giancarlo Greco, presidente da Abecs, comentou sobre o crescimento das vendas, afirmando que a Páscoa se consolidou como uma das principais datas comerciais do país. “O aumento projetado para 2025 é um reflexo do crescimento do consumo. O cartão de crédito continua sendo o meio de pagamento preferido, devido à praticidade e segurança que ele oferece”, destacou Greco em entrevista à Tribuna da Bahia.
A região Sul lidera o número de consumidores dispostos a gastar nesta Páscoa, com 75% dos entrevistados planejando compras. As regiões Centro-Oeste (69%) e Sudeste (67%) também apresentam uma alta intenção de compra. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 79% afirmam que irão gastar, seguidos por 78% dos consumidores de 25 a 34 anos. As classes A/B, com 75%, e C, com 69%, têm uma intenção de compra superior à média nacional.
O valor médio de gasto é maior nas regiões Sul (R$ 178), Centro-Oeste (R$ 169) e Sudeste (R$ 158), com as previsões de movimentação financeira para essas regiões de R$ 984 milhões (Sul), R$ 501 milhões (Centro-Oeste) e R$ 2,3 bilhões (Sudeste). O Nordeste tem um gasto médio de R$ 109, com movimentação de R$ 1 bilhão, enquanto o Norte, com um gasto médio de R$ 108, deve movimentar R$ 414 milhões.
Em relação ao meio de pagamento, 42% dos consumidores planejam usar cartão de crédito ou débito. Outras formas de pagamento incluem dinheiro (43%) e Pix (39%). A preferência pelo cartão de crédito é mais alta nas regiões Sudeste (53%) e Sul (47%). Entre as classes A/B, 58% preferem pagar com cartão. Dentre os consumidores que optarem por cartão, 45% planejam parcelar suas compras. As mulheres (49%) têm maior tendência a parcelar do que os homens (38%).
Os ovos de Páscoa continuam sendo os produtos mais desejados, com 64% dos entrevistados afirmando que irão comprá-los. Bombons, caixas de bombons e trufas vêm em seguida (36%), e barras de chocolate com 34%. Brinquedos e cestas de Páscoa aparecem com 2% cada, e roupas com 1%.
Quanto ao local de compra, 91% dos consumidores preferem comprar em lojas físicas, enquanto 9% planejam fazer suas compras online. A preferência por lojas físicas é maior entre homens (92%) e mulheres (91%), e também entre as classes D/E (94%).
O consultor econômico da Fecomércio, Guilherme Dietze, explicou que o aumento na movimentação comercial não é específico da Páscoa, mas faz parte de um movimento de crescimento no consumo geral, impulsionado pela redução do desemprego e pelo aumento da renda e do crédito. “A Páscoa é mais um evento que vai surfar nessa onda positiva de consumidores com poder de compra muito forte”, afirmou.
No entanto, ele alertou que o preço do chocolate subiu devido à quebra de safra de cacau na África, o que impactou o custo da produção. “O preço do chocolate aumentou bastante devido à alta nos preços internacionais do cacau e aos custos elevados aqui na Bahia. Isso será refletido no preço dos ovos de Páscoa, que estarão mais caros”, explicou o economista.
Dietze também comentou sobre o impacto da Páscoa no setor de supermercados e nas lojas específicas de chocolate. “Embora não tenha a mesma representatividade de datas como o Natal ou o Dia das Mães, a Páscoa é uma data importante para determinados segmentos, como as lojas especializadas em chocolate”, afirmou.