
O alerta veio em 30 de junho, em ofício enviado pelo DNIT às superintendências estaduais. O documento comunicou a paralisação dos contratos para o serviço a partir de 1º de agosto: “em decorrência da insuficiência de recursos orçamentários”
A proposta técnica enviada por esta Coordenação demandava R$ 364 milhões, mas o orçamento destinou somente R$ 43,3 milhões.
Na prática, por falta de dinheiro, as imagens captadas ali pelos radares não são processadas pelos técnicos do DNIT nem analisadas por agentes de trânsito. Por isso, não viram multas. Essa situação se repete em quase 4 mil pontos em 45 mil quilômetros de rodoviais federais.
Sem o funcionamento dos radares, o DNIT sugeriu que as superintendências regionais melhorem a sinalização, a iluminação nas estradas, façam campanhas educativas e usem radares móveis.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, no ano passado, mais de 6 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais.
No primeiro semestre deste ano, foram 2.82 mortes. Os radares pararam de funcionar no começo de agosto. E a PRF considera que isso pode impactar no número de acidentes.
O Ministério do Planejamento disse que a alocação de mais recursos este ano vai depender de “espaço fiscal” e que poderá discutir o assunto em 2026. G1
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