CAMPANHA CONTRA DENGUE

Jerônimo diz que Lula esperava segundo turno e que Bahia terá “missão de reeleger o presidente”

Em entrevista à Metropole nesta segunda-feira (5), governador disse que eleição na Bahia e disputa presidencial são “duas lutas no mesmo ringue” e afirmou que pretende percorrer Bahia pela reeleição de Lula

A estratégia para o segundo turno presidencial e as críticas aos institutos de pesquisa foram abordadas pelo governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, desta segunda-feira (5). Reeleito com 55,80% dos votos válidos, contra 43,72% de ACM Neto (União), Jerônimo afirmou que terá até o dia 25 de outubro para trabalhar pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o presidente já esperava que a disputa fosse para a segunda etapa.

“Eu sei que eu tenho uma missão até o dia 25 para releger o presidente Lula. Quero dizer ao meu povo da Bahia que a Bahia tem que dar uma resposta grandiosa pra gente não passar o que o Rui passou. O Rui passou, com certeza, 6 anos e meio sem um presidente que não estendeu a mão pra nada. […] Rui ficou sem receber dinheiro com o ex-presidente da saúde, da educação. Não recebeu nada. Rui teve que botar dinheiro do Estado”, disse.

Críticas aos institutos de pesquisa

Jerônimo afirmou que alguns institutos manipulam informações e defendeu que sejam retirados do processo eleitoral. Segundo ele, apesar dos levantamentos, manteve confiança no resultado na Bahia e disse que Lula também já considerava o segundo turno antes da apuração. O governador afirmou ainda que conversou com o presidente durante a contagem dos votos.

“Tem institutos aí que são sérios, que dizem que são sérios, mas você sabe que tem manipulação de informações, uma coisa que deveria ser grandioso. Então, os institutos que manipulam pesquisa têm que ser banidos desse processo. […] Ontem eu falei com ele durante a apuração, depois não falei com ele, mas durante a apuração, eu liguei pra desejar boa sorte. Ele tava muito consciente de que nós iremos pro segundo turno. Ele já havia encaixado que não dava pra gente vencer”, apontou.

“Duas lutas no mesmo ringue”

Ao avaliar o resultado das eleições, Jerônimo afirmou que viveu “duas lutas no mesmo ringue”: uma na Bahia e outra em âmbito nacional, ao lado de Lula. Segundo o governador, a primeira envolve “banir, de uma vez por todas, qualquer tipo de herança de perversidade ou de malvadeza na Bahia”, enquanto a segunda está relacionada à disputa pela Presidência. “Uma luta que não se separa”, resumiu.

Jerônimo também criticou a postura de parte da imprensa durante a campanha e defendeu que candidatos tenham liberdade para escolher em quais debates e entrevistas participar. Ao comentar a ausência de Lula no debate da Globo, o governador afirmou que o presidente teria feito uma escolha legítima ao participar de outro formato de entrevista e disse que veículos de comunicação não devem se colocar no lugar de candidatos ou partidos.

“E o Lula, quando viu a armadilha, ele acertou. Tava no podcast. […] O candidato é livre. Ele tem obrigações com o eleitor, mas ele é livre pra poder fazer as escolhas. Se ele não vai a um debate ou alguma coisa do tipo, ele tem que pagar a conta com o seu eleitor. Não é uma televisão, não é um rádio, um jornal que se impõe”, concluiu.

 

 

 

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