Ferramenta que monitora chuvas e níveis das barragens na Bahia é desenvolvida no Parque Tecnológico

Startup Geodatin, incubada no Tecnocentro, desenvolveu o site na intenção de ajudar órgãos públicos na prevenção e planejamento a situações de calamidade

Uma ferramenta que servirá para mapear, através de dados hidrológicos, o acumulado de chuvas e o nível das barragens que estão instaladas em todo o estado. A iniciativa, por solicitação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), foi prontamente atendida pela startup Geodatin, da incubadora Áity, que fica no Tecnocentro administrado pela Associação de Empresas do Parque Tecnológico da Bahia (Aeptec). O site monitora não apenas o volume de chuvas, mas também a vazão e o nível dos rios e o volume dos reservatórios, o que servirá para auxiliar os órgãos públicos na prevenção e no planejamento de ações voltadas para a população em caso de eventos como o o ocorrido em dezembro, quando o estado registrou o maior índice de chuvas para o mês desde 1989.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, destacou a sinergia de entes da administração estadual com atores do setor de ciência, tecnologia e inovação. “Em um momento de tanta dor como o que o ocorreu por conta das chuvas, nos cabe buscar respostas rápidas para auxiliar a nossa população. Foi isso que oGoverno do Estado fez, sob a liderança do governador Rui Costa, com todas as secretarias trabalhando em conjunto para soluções imediatas. A Secti dialogou com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, sendo o canal de diálogo e interlocução para que ferramentas como a desenvolvida pela Geodatin, em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), pudesse estar pronta em tempo recorde de maneira a beneficiar na prevenção e no planejamento”, enfatizou.

O monitor de águas da Bahia é um painel de monitoramento de dados hidrológicos e dos reservatórios de todo o estado. Os dados são coletados de estações telemétricas e automáticas da Agência Nacional de Águas (ANA) medindo o volume de chuva, nível e vazão, bem como os volumes e cotas dos reservatórios. “O que a Geodatin fez foi criar mecanismos e consumir esses dados automaticamente dos repositórios da ANA e transferir para uma base que é sustentada pela empresa, pela Uefs e pela Secti. Desta maneira, disponibilizamos esses dados em um portal que trabalha em uma visualização mais aperfeiçoada com conjunto de dados que demonstra melhor os problemas que a Bahia tem enfrentado”, explicou o CEO da startup, Diêgo Costa.

Ao criar a ferramenta, que pode ser acessada pelo endereço http://monitor-aguas.geodatin.com, Diêgo afirma que a intenção é de que o estado possa ter acesso o mais rápido possível aos dados de chuva e de volume de reservatórios para que Defesa Civil, Bombeiros e demais órgãos possam agir rapidamente. “Por exemplo, hoje lá dentro do portal você consegue ver barragens que estão acima da sua capacidade útil de volume, ou seja, apresentam estado de atenção. O fato de ter todas as comportas abertas, como tem acontecido em diversas barragens, já afeta as populações ribeirinhas que passaram um longo tempo sem receber esse volume de água”, completou.

Contudo, a intenção dos pesquisadores da Geodatin, não é apenas manter a ferramenta no sentido de monitoramento das cheias, mas também em situações de seca, que são mais comuns na região Nordeste. “Assim que esse estado de emergência for encerrado por causa das fortes chuvas, queremos transformar o sistema para que consiga atender também a momento que a Bahia enfrente problemas relacionados à seca. Afinal, as chuvas são mais incomuns no estado que o contrário. A tendência é que com o decorrer do tempo consigamos adaptar para que o sistema responda a esses dois fenômenos climáticos”.