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Cheque sem fundos atinge pico para o mês de julho em 24 anos

O percentual de cheques devolvidos por falta de fundos foi recorde em julho, informou ontem a Serasa Experian, conforme O Globo de hoje. O índice de 2,29% é o mais alto para o mês desde que a série foi criada, em 1991. No mesmo mês do ano passado, a taxa havia sido de 2,24%.

Considerando os sete primeiros meses do ano, o percentual de devolução de cheques sem fundos no país pela segunda vez foi de 2,20%, o segundo maior para o período desde o início do levantamento. No mesmo período do ano passado, o percentual ficou em 2,11%.

Desemprego, inflação e juros em alta estão causando dificuldades para os consumidores honrarem seus pagamentos, dizem os economistas da Serasa Experian. Assim, aumenta a incidência dos cheques que acabam sendo devolvidos pela segunda vez por falta de fundos.

No geral, a inadimplência iniciou o segundo semestre em alta, impulsionada pela dificuldade cada vez maior dos brasileiros em honrar as contas do dia a dia. Com o orçamento que não fecha, despesas como a mensalidade escolar, a taxa de condomínio e a conta do telefone acabam indo para o fim da fila na hora de o consumidor escolher o que vai ser pago primeiro.

Números da Serasa Experian mostram que a chamada inadimplência “não bancária” — que também inclui cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e concessionárias de serviços— avançou 3,5% na passagem de junho para julho. E provocou a alta mensal de 0,6% na inadimplência geral do consumidor, já que o calote aos bancos caiu 2,2%.

Na comparação com julho do ano passado, o aumento da inadimplência geral chegou a 19,4%, maior alta para o mês desde 2011. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o salto foi de 16,8%. (de O Globo)

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