Bahia: vendas do varejo recuam mais de 1% em março

O volume de vendas está ainda mais distante do nível pré-pandemia

As vendas do comércio varejista na Bahia, em março de 2022, ante o mês anterior caíram 1,2%, após terem registrado dois crescimentos seguidos nessa comparação, que não leva em conta influências sazonais (3,6% de dezembro/21 para janeiro e 3,1% de janeiro para fevereiro).

Com o resultado, o volume de vendas no estado, em março deste ano, estava ainda mais distante do nível registrado em fevereiro de 2020, pré-pandemia (-6,1%, frente a –5,0% no mês anterior). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

O desempenho do varejo baiano entre fevereiro e março (-1,2%) foi o 3º pior entre as 27 unidades da Federação, superando apenas os recuos registrados em Amazonas (-3,2%) e Distrito Federal (-1,5%).

Já na comparação de março/22 com março/21, o resultado das vendas do varejo na Bahia foi positivo (5,7%), mostrando a primeira alta após sete quedas consecutivas (recuava mensalmente desde agosto/21) e o maior crescimento para um mês de março em dez anos – desde 2012, quando a variação havia sido de 13,7%.

Apesar do avanço de março, as vendas do varejo baiano ainda acumulam queda de 1,9% no primeiro trimestre de 2022, frente ao mesmo período do ano passado. O indicador acumulado no ano se manteve negativo pelo quarto mês consecutivo e mostrou a quinta retração mais profunda dentre os estados.

No acumulado nos 12 meses encerrados em março (frente aos 12 meses anteriores), o varejo baiano segue com leve variação negativa (-0,3%). É também um resultado pior que o nacional (1,9%) e o 18º entre os 27 estados.

A maior alta e o maior impacto positivo no resultado do mês vieram do segmento de tecidos, vestuário e calçados (140,3%), que mostrou um segundo aumento consecutivo, com forte aceleração frente a fevereiro (14,5%) e o melhor resultado para um mês de março em toda a série história da PMC (iniciada em 2001).