Ponte Salvador–Itaparica avança para nova etapa com preparação de balsa para obras na Baía de Todos-os-Santos

Cerca de dez toneladas estão sendo embarcados na balsa Belov Jaguaribe, adaptada em um estaleiro de Simões Filho

construção da Ponte Salvador-Itaparica avançou com a preparação de uma estrutura marítima que será utilizada em uma das principais etapas da obra sobre a Baía de Todos-os-Santos. Guindastes de grande porte, martelos hidráulico e vibratório e uma guia de cravação de cerca de dez toneladas estão sendo embarcados na balsa Belov Jaguaribe, adaptada em um estaleiro de Simões Filho, para a instalação das estacas metálicas que sustentarão a plataforma de trabalho.

A embarcação, com 77 metros de comprimento, 22,4 metros de largura e capacidade superior a cinco mil toneladas, funcionará como um canteiro de obras flutuante. Além dos equipamentos de operação, contará com escritórios, refeitório, banheiros, vestiários, áreas de descanso, sistemas de energia, abastecimento de combustível, guinchos para estabilidade, equipamentos de comunicação, posicionamento por AIS (Sistema de Identificação Automática), internet e dispositivos de segurança para as atividades no mar.

Preparação para as operações no mar

De acordo com o gerente-geral de construção da CCCC Second Harbor, Francisco Miguel, empresa integrante do consórcio responsável pela obra, a nova etapa marca a passagem das atividades em terra para o ambiente marítimo. Segundo o gerente, o guindaste de 320 toneladas fará o posicionamento das estacas metálicas, enquanto o equipamento de 100 toneladas dará suporte às atividades embarcadas. A guia de cravação manterá as estruturas alinhadas durante a operação.

“A preparação dessa estrutura marítima representa a transição dos trabalhos em terra para as operações no mar, onde será implantada a plataforma que dará suporte à construção da ponte”, afirmou.

O processo ocorrerá em duas fases: primeiro, o martelo vibratório iniciará a penetração das estacas no solo marinho e, depois, o martelo hidráulico realizará a cravação definitiva até que seja alcançada a resistência prevista no projeto. Além da Belov Jaguaribe, as balsas Saga 10 e Saga 12 participarão da operação, transportando estacas metálicas e outros materiais entre o canteiro de São Roque do Paraguaçu e a frente de trabalho na Baía de Todos-os-Santos.

A concessionária informou ainda que a Belov Jaguaribe foi escolhida após ter sido utilizada na campanha de sondagens geotécnicas realizada para o desenvolvimento do projeto, quando teve seu desempenho avaliado para atuação nesta fase da obra.

Estrutura e participação de empresas baianas

Antes de receber toda a estrutura operacional, a embarcação passa por um estudo de estabilidade elaborado por engenheiros navais para garantir equilíbrio, flutuabilidade e segurança durante os trabalhos no mar. A análise antecede a instalação dos equipamentos e das estruturas de apoio que serão utilizadas ao longo das operações marítimas. De acordo com o gerente de Relações Institucionais e porta-voz da concessionária, Carlos Prates, cinco empresas baianas participam da montagem da Belov Jaguaribe.

“Somente na montagem da balsa Belov Jaguaribe temos cinco empresas baianas envolvidas. Desde a engenharia marítima até a fabricação de equipamentos e os serviços de apoio, buscamos valorizar empresas locais, gerando emprego, renda e fortalecendo a cadeia produtiva da Bahia”, destacou.

 

 

 

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