NOVA BAHIA 2024

Temporada de chuvas eleva risco de infecções virais em crianças

Pediatra destaca importância dos cuidados com a saúde infantil durante o período chuvoso

Foto: Ascom/ PMS

Com a chegada do período chuvoso, aumenta a incidência de infecções virais em crianças em idade escolar. As mudanças bruscas de temperatura e a umidade elevada favorecem a proliferação de vírus, tornando os pequenos, com seus sistemas imunológicos em desenvolvimento, mais suscetíveis a doenças respiratórias. A médica pediatra Ludmila Carneiro, sócia da Clínica de Saúde e Imagem (CSI), explica que as viroses respiratórias, como gripes e resfriados, são as mais comuns nessa época, principalmente com crianças de 5 a 6 anos de idade. “Os sintomas podem variar de leves a graves, incluindo febre, tosse, coriza, dor de garganta e mal-estar geral”.

A especialista destaca que, muitas vezes, as crianças são portadoras assintomáticas. “Durante o período de incubação do vírus, elas podem estar transmitindo o vírus para outras crianças e adultos, mesmo sem apresentar sintomas visíveis. Essa situação aumenta o risco de contágio, já que as crianças ficam expostas a agentes infecciosos que podem ser facilmente transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente em espaços pequenos e com pouca ventilação”, afirma. Além das viroses respiratórias, outras infecções virais, como gastroenterites e conjuntivites, também são frequentes, informa Ludmila. “Essas condições podem causar desconforto e, em casos mais graves, levar a complicações que requerem intervenção médica”.

“É importante ressaltar que a prevenção desempenha um papel crucial na redução da propagação dessas viroses. Medidas simples, como lavar as mãos regularmente, evitar contato próximo com pessoas doentes, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e manter ambientes bem ventilados, podem ajudar a prevenir a disseminação dos vírus”, indica a pediatra.

“Além disso, a vacinação é uma ferramenta fundamental na proteção contra algumas das viroses mais comuns, como a gripe. Os pais e responsáveis devem garantir que as crianças estejam com as vacinas em dia, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde”, ressalta a pediatra.

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