Debate sobre jornada de trabalho mobiliza principalmente população de baixa renda

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que o apoio dos brasileiros ao fim da escala de trabalho 6×1 teve uma queda nos últimos meses, mas a maioria da população segue favorável à mudança.
De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados defendem o fim da escala 6×1. Em dezembro de 2025, esse percentual era de 72%. Já os contrários à mudança somam 22%, enquanto 10% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa aponta recuo no apoio em todas as regiões do país. O Nordeste segue liderando a aprovação da proposta, com 72% dos entrevistados favoráveis. Ainda assim, o índice caiu em relação a julho de 2025, quando atingia 77%.
No Sudeste, a queda foi ainda mais acentuada. Em dezembro, 75% apoiavam o fim da escala 6×1. Agora, o percentual caiu para 66%. O Centro-Oeste e o Norte registraram empate, ambos com 66% de aprovação. O Sul aparece como a região menos favorável à mudança, com 63% de apoio e 29% de rejeição.
A pesquisa mostra ainda que o debate é acompanhado com maior atenção pelos moradores do Sudeste. Na região, 47% afirmaram acompanhar o tema “de perto”. No cenário nacional, 43% disseram acompanhar a discussão com atenção, 29% acompanham pouco e 27% afirmaram não acompanhar o debate.
A renda familiar também influencia na percepção sobre o tema. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 70% são favoráveis ao fim da escala atual, contra 17% que se posicionam contra. Em dezembro, o apoio nesse grupo chegava a 77%.
Na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, a aprovação caiu de 73% para 68%. Já entre aqueles que recebem acima de cinco salários mínimos, o percentual favorável recuou de 66% para 62%.
O levantamento ainda revela diferenças de opinião conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se declaram lulistas, 76% apoiam o fim da escala 6×1, enquanto 17% são contrários. Na esquerda não lulista, o apoio sobe para 88%.
Entre os bolsonaristas, o cenário é mais dividido: 44% defendem a mudança e 42% rejeitam a proposta. Já na direita não bolsonarista, 55% são favoráveis ao fim da escala e 37% são contrários.
O instituto entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-03598/2026.
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