“Prioridade é buscar geração de empregos”, diz Rui Costa

Rui Costa destaca o incentivo às indústrias do Estado e o diálogo com setores produtivos.

Ao comentar ontem a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas vendas diretas de indústrias baianas para órgãos do Estado, o governador Rui Costa (PT) disse que o poder público de modo geral precisa se concentrar em tomar medidas que gerem empregos e que desonerem o custo de vida dos trabalhadores. “Eu entendo que a melhor forma de governar é dialogando com a sociedade para que possamos produzir sempre a melhor solução. É preciso, de forma ponderada, tomar medidas que gerem empregos”, afirmou Rui Costa à Itapoan FM.

Para o governador, o incentivo às indústrias do estado tem um importante reflexo, que, segundo ele, é a redução do desemprego. “Contamos que essas reduções localizadas e planejadas, em diálogo com os setores produtivos, redunde em melhoria de desempenho do setor e, portanto, da geração de empregos” disse o petista. Questionado se estas e outras isenções em momento de crise econômica poderiam comprometer o desenvolvimento econômico do estado no médio e longo prazo, Rui Costa afirmou que “é preciso fazer com cautela para que a isenção seja compensada com o aumento do volume da atividade econômica, que também vai compensar a arrecadação”.

Um dos objetivos do decreto é ampliar a competitividade do setor na concorrência com os produtos vindos de outros estados. No caso da isenção de ICMS nas vendas diretas de fabricantes locais para o Estado, o Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) registra uma movimentação anual superior a R$ 500 milhões em mercadorias e bens adquiridos pelos diversos órgãos da administração pública estadual, incluindo fundações e autarquias. Levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), em parceria com a Fieb, apontou que entre 25% e 30% deste mercado já poderia ser atendido imediatamente por indústrias locais.

Ainda ontem, em almoço com jornalistas, Rui Costa justificou sua decisão de não ir a um encontro para o qual o presidente Michel Temer convocou os 27 governadores. “Tudo o que iria ser discutido já havia sido tratado faz três semanas. E sem resultado, mesmo temas como a renegociação das dívidas dos estados, com lei aprovada e sancionada pela Presidência da República”.

Governador minimiza pesquisas para 2018

Questionado por jornalistas, o governador Rui Costa negou estar se esquivando de comentar o cenário pré-eleitoral, como o episódio da pesquisa divulgada no final da semana passada sobre a disputa pelo governo do Estado em 2018, quando ele provavelmente tentará se reeleger. Ele afirmou que “a essa altura pesquisa só serve para que o dono da empresa que a fez ganhe dinheiro. Ninguém vota antes do dia, só depois de uma campanha inteira”.

Rui destacou números de avaliação positiva do seu governo. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostrou aprovação de mais de 70% dos baianos à gestão do governador.

“A aprovação hoje é muito maior do que nos momentos logo após minha posse”. O governador voltou a demonstrar preocupação com o descrédito generalizado pelo qual passa a classe política como um todo. Para fechar a conta, ele previu que Temer consiga concluir o mandato, apesar da pressão popular e da oposição por eleições diretas. Para Rui, o presidente continua no poder até 2018, porque tem maioria no Congresso e porque não há unidade política em torno de um candidato para ficar em seu lugar. “Mesmo que outra coisa estoure, ele ainda tem os 172 que precisa para se manter”. (RF)

 

 

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