
A Prefeitura de Laje, no interior da Bahia, exonerou 1.307 servidores contratados temporariamente, após recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM). A medida foi oficializada em decreto publicado na última quinta-feira (31/07), no Diário Oficial do Município.
A decisão foi baseada no Relatório de Gestão Fiscal do 1º quadrimestre de 2025, que apontou comprometimento de 54,51% da Receita Corrente Líquida com pessoal, acima do limite de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A maioria dos desligados atuava nas áreas de educação e saúde. O TCM notificou a prefeita Jaciara Reis dos Santos a apresentar, em até 20 dias, documentos que comprovem a legalidade das contratações.
O caso ganhou grande repercussão na região, reacendendo o debate sobre a legalidade das contratações temporárias e o controle das despesas públicas. Fontes ligadas à gestão afirmam que a exoneração em massa, embora drástica, visa evitar sanções futuras ao município e abrir caminho para a realização de concurso público.
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