‘Não tira ninguém do páreo sem as compensações’, diz o Governador após reunião com Diego Coronel

Segundo governador, encontro com filho do senador Angelo Coronel (PSD) foi para ‘fortalecer união’

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o principal objetivo da reunião com o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel (PSD), foi a preservação da unidade do grupo. O encontro realizado nesta quarta-feira (14) é visto como um movimento estratégico para pacificar a base aliada, diante das tensões envolvendo as vagas ao Senado e à vice-governadoria para as eleições de 2026.

“A reunião com o Diego foi para a gente traçar um plano de tranquilidade, para construir um movimento que seja de fortalecimento do time da gente e de fortalecimento da nossa união”, disse Jerônimo durante o cortejo da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15).

Ele reforçou o compromisso com a negociação e garantiu que todos terão espaço e as devidas compensações políticas. “Nós estamos querendo mostrar à Bahia que, quando a gente fala que não tira ninguém do páreo, é sem fazer as compensações. A gente não bota ninguém no páreo sem fazer os devidos compromissos. Vamos tentar sentar e encontrar uma saída, nós haveremos de encontrar”, afirmou o governador.

Interlocutor de Coronel

O governador confirmou que a interlocução de Diego Coronel foi um pedido direto do senador Angelo Coronel, que recentemente sinalizou insatisfação com a possibilidade de exclusão da chapa majoritária para dar lugar a uma composição “puro-sangue” do PT, com Jaques Wagner e Rui Costa.

“Nós não chegamos a entrar de fato nos temas, mas ele [está] disposto. A liderança é de Coronel, que é o senador, e o Coronel pediu que ele [Diego] pudesse mediar esse encontro entre nós. Nós temos ainda prazo para continuar trabalhando, encontrarmos uma saída para colocar todo mundo”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

Compensações 

A fala de Jerônimo ocorre em um momento de pressão não apenas do PSD, mas também do MDB. Lideranças emedebistas, como Geddel Vieira Lima, têm reagido às especulações de que a vaga de vice-governador, ocupada atualmente por Geraldo Júnior (MDB), poderia ser utilizada como moeda de troca para acomodar os interesses de Ângelo Coronel.

Veja também