PIRAÍ DO NORTE

Lojistas pedem aos shoppings desconto em aluguel para não quebrar

Lojistas pedem que as donas dos empreendimentos aceitem renegociar o aluguel e parem de cobrar pelo estacionamento, para tentar aumentar o fluxo de pessoas.

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A diminuição da circulação de pessoas, provocada pela pandemia de coronavírus Covid-19, já é sentida pelo varejo. Ao longo do final de semana, o fluxo em shopping centers do país caiu em torno de 25%, segundo informações preliminares obtidas pela EXAME. Em contrapartida, as lojas de rua tiveram crescimento de 3% — puxado por drogarias e supermercados.

Nesta tarde, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) recomendaram aos associados com empreendimentos em áreas com casos confirmados da doença que operem em horário reduzido, das 12 às 20 horas.  

“Tal medida atende à solicitação dos lojistas e está alinhada com a recomendação do poder público para a redução de circulação de pessoas sem, todavia, paralisar totalmente as atividades econômicas, em especial os serviços de utilidade pública em funcionamento, como bancos, farmácias, laboratórios e supermercados”, escreveu a Abrasce em nota.

A entidade diz estar monitorando os impactos da crise no setor ao longo da semana antes de tomar outras medidas. Enquanto isso, franqueados e lojistas estão preocupados com a diminuição do volume de faturamento. 

Franquias pedem flexibilidade

A Associação Brasileira de Franchising (ABF), presidida por André Friedheim, informa que está em contato direto com as redes administradoras de shoppings para tentar negociar medidas que minimizem o efeito da baixa demanda para os franqueados que operam em shopping centers. Segundo a entidade, as franquias correspondem a 40% das lojas satélites (lojas de pouca metragem, da praça de alimentação) dos centros de compra. 

As 1.300 redes de franquias associadas da ABF pedem que as administradoras, durante a pandemia de coronavírus, aceitem receber um aluguel percentual sobre o valor de faturamento, e não a taxa prefixada no contrato. “Pedidos também para que não cobrem estacionamento, para tentar gerar mais fluxo. Isso, claro, enquanto o Ministério da Saúde permitir as operações”, diz Friedheim.