Há 10 anos no UFC, Ketlen Vieira reforça sonho pelo título após vitória: “Mereço muito”

Atleta do UFC desde 2016, a judoca brasileira sonha em se consagrar campeã peso-galo (61 kg) da liga – Diego Ribas/Ag Fight

Em outubro de 2016, com apenas 25 anos, Ketlen Vieira realizou a sua estreia no Ultimate. De lá para cá, foram 15 combates disputados contra algumas das melhores atletas do mundo e uma regularidade que a consolidou na elite da categoria dos pesos-galos (61 kg). Hoje aos 34 e vindo de recente vitória dominante no UFC Vegas 117 do último sábado (16), ‘Fenômeno’, como a brasileira é conhecida, se mantém fiel ao mesmo sonho de uma década atrás: se tornar campeã da principal liga de MMA do mundo.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a representante da equipe ‘Nova União’ destacou que evoluiu como atleta com os aprendizados que, sobretudo, as derrotas do passado trouxeram. Logo após vencer Jacqueline Cavalcanti e defender a quinta posição do ranking na categoria, Ketlen Vieira acredita que, com mais um resultado positivo na próxima rodada poderá, enfim, pleitear o almejado ‘title shot’ na organização.

“A gente foca muito nas vitórias, claro, porque é importante e conduz a gente aos nossos sonhos. Mas as derrotas me deixaram muito mais experiente. Entro no cage sabendo que tudo pode acontecer. Agora a gente vai trabalhar, ver os nomes que estão ali em cima. Quero uma luta que me leve ao título. São dez anos dentro do UFC, acho que mereço muito. Essa vitória me deu um gás a mais, porque na minha última luta me senti muito injustiçada. Mas estou de volta, para fazer mais uma luta e, se Deus quiser, chegar no nosso sonho”, ressaltou a judoca.

Rivais no radar

Para sua linha do tempo ideal ser concretizada, é fundamental que Vieira volte suas atenções para o topo do ranking. Ciente disso, a brasileira busca desafios inéditos contra oponentes que hoje figuram à sua frente no top 5. Dentro desse contexto, apenas duas atletas se encaixam na descrição e surgem como principais alvos de Ketlen daqui em diante: a ex-campeã Julianna Peña (1º) e Joselyne Edwards (4º), recente algoz de Norma Dumont.

“Quem está em cima (de mim no ranking), já lutei com quase todas. As duas únicas que não lutei ainda é a Julianna Peña, que até brinquei que ela parece o Michael Myers (personagem de filme de terror), só aparece a cada dez anos, sete anos. E tem a Joselyne (Edwards), que ganhou da Norma. Uma luta que seria muito interessante para mim. Tenho um grande respeito pela equipe dela, a ‘Xtreme’ (Couture). Mas a gente está no UFC e lutando pelo nosso sonho. Então ela é um nome bem interessante para mim”, projetou Ketlen.

Com um cartel de 16-5 no MMA profissional e 10-5 dentro do UFC, a brasileira se mantém no topo de uma categoria atualmente travada. Atual campeã, Kayla Harrison se recupera de uma cirurgia no pescoço. Ainda sem luta marcada, a americana deve voltar em uma superluta encaminhada contra Amanda Nunes, que retorna de aposentadoria. Sendo assim, a tendência é que só a partir do desfecho desse confronto que os demais nomes da divisão, como Ketlen, poderão sonhar com a possibilidade de competir pelo cinturão.

 

 

 

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