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Desmatamento na Amazônia e no Cerrado atinge menor nível da história

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu os menores níveis de suas respectivas séries históricas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na Amazônia, a área desmatada entre agosto de 2025 e julho de 2026 foi de 3.335 km², uma redução de 41,8% em relação ao período anterior. No Cerrado, foram destruídos 5.516,69 km² de vegetação nativa, queda de 23,8%.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribui os resultados à retomada das políticas de proteção ambiental, ao fortalecimento dos órgãos de fiscalização e à ampliação das ações de combate ao desmatamento, após um período de avanço da devastação.

Os números foram apurados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, e representam os menores índices já registrados nos dois biomas desde o início de seus respectivos monitoramentos.

Governo Lula destaca retomada da fiscalização ambiental

A redução do desmatamento ocorre após a retomada, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado (PPCerrado).

Os programas, desativados durante o governo anterior, foram reativados pela gestão Lula e combinam monitoramento por satélite, fiscalização ambiental, ordenamento territorial e incentivo a atividades econômicas sustentáveis.

Segundo André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o governo também ampliou os investimentos em tecnologia e inteligência para fortalecer a atuação dos órgãos ambientais.

“Temos hoje planos para enfrentar desafios em todos os biomas brasileiros. Estamos fortalecendo as ações do Ibama, ampliando o quadro de pessoal e os recursos para melhorar a fiscalização, com mais tecnologia e inteligência”, afirmou.

Entre 2023 e 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou 76.095 ações de fiscalização e lavrou 25.101 autos de infração contra a flora, que resultaram em R$ 11,8 bilhões em multas.

No mesmo período, o órgão embargou 18.630 km² de áreas, enquanto o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aplicou 11,9 mil autos de infração em unidades de conservação federais, totalizando R$ 2,4 bilhões em multas e mais de 5 mil km² embargados.

O reforço da fiscalização também incluiu a contratação de 460 novos servidores para o Ibama, em setembro de 2025, e a aprovação de R$ 825,7 milhões pelo Fundo Amazônia para o projeto FortFisc, destinado à modernização dos sistemas, equipamentos e mecanismos de fiscalização remota.

Outra iniciativa destacada pelo governo é o programa União com Municípios, que busca fortalecer a atuação das administrações locais no monitoramento ambiental e no combate ao desmatamento em regiões consideradas prioritárias.

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