Aliados sondam líderes e empresários sobre possível candidatura de Otto ao governo

Companheiros do senador entendem que ele seria um nome competitivo, mas Otto Alencar não tem mostrado disposição em ser candidato a governador

Aliados de Otto Alencar (PSD) têm sondado lideranças políticas e empresários sobre a possível candidatura do senador ao governo da Bahia. Depois de uma reunião com o ex-presidente Lula (PT) na semana passada, com a participação de Otto e do governador Rui Costa (PT), surgiram rumores de que o pessedista pode ser o postulante ao Palácio de Ondina, em lugar do senador Jaques Wagner (PT).

Se o cenário se confirmar, Rui Costa renunciaria ao governo e seria candidato a senador. Nesta segunda-feira (21), o governador reafirmou que pode postular o Senado. Segundo os aliados de Otto, alguns líderes políticos e empresários sinalizaram a favor do senador do PSD, e disseram que preferiam ele ao ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil).

Os correligionários de Otto, entretanto, afirmam que o senador não tem mostrado disposição em ser candidato a governador, e quer tentar a reeleição. O próprio Otto falou que seria uma “improvisação” se lançar ao Palácio de Ondina a oito meses da eleição. A avaliação de pessoas próximas a Otto é que, aos 74 anos, ele não teria mais físico para aguentar uma campanha dura ao governo, em que é preciso visitar mais de 100 cidades.

Além disso, os aliados têm dúvida se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entraria de cabeça na campanha de Otto da mesma forma que deve entrar caso Wagner seja o candidato a governador. Outro ponto que pesa contra a candidatura do senador do PSD é a questão do financiamento da campanha.

Apesar disso, os companheiros do senador entendem que ele seria um nome competitivo. Isto porque, na avaliação deles, Otto é o único nome do grupo político capaz de retirar votos de eleitores de direita, que tendem a apoiar ACM Neto. Além disso, os aliados avaliam que os eleitores de esquerda votariam no pessedista, porque ele sempre se posicionou a favor de matérias defendidas pelo PT no Parlamento.