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ACM Neto reúne aliados para discutir 2026, e lista com potenciais vices começa a circular

Publicamente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), decidiu não se manifestar sobre os resultados do último levantamento apontado pela Paraná Pesquisas, onde ele aparece liderando as intenções de voto para o governo da Bahia em 2026. Por outro lado, ele debateu em um café da manhã o cenário exposto pela pesquisa.

O Bahia Notícias apurou junto a fontes ligadas ao grupo político que um dos temas centrais do encontro foi a vaga para a futura vice de Neto na chapa. Pelo menos três nomes foram mencionados: Reinaldinho Braga (MDB), Dal Barreto (União) e Zé Cocá (PP).

No caso de Reinaldinho, o saldo apontado na reunião é que ele poderia agregar em votos na região do Vale do São Francisco, onde foi prefeito de Xique-Xique. Por se tratar de uma área em que ACM Neto tem números baixos, ele seria uma liderança forte para tentar melhorar os índices por lá.

Já com Dal Barreto, o cenário colocado é que ele pode levar sua expertise da atuação empresarial para o pleito, algo semelhante ao que foi feito com a empresária Ana Coelho em 2022. Contudo, Dal já faz parte do campo político e não seria considerado um “outsider”.

Além disso, sendo alçado ao posto de vice de ACM Neto, ele abre espaço para outros arranjos na disputa pelo legislativo, pulverizando seus votos para o próprio Reinaldinho em eventual candidatura, ou para Rodrigo Hagge (MDB), ex-prefeito de Itapetinga.

Por fim, há ainda Zé Cocá, atual prefeito de Jequié. Com altos índices de aprovação e votação expressiva na última eleição municipal (acima de 91%), ele é um nome bem visto por Neto e traria votos em uma região considerada estratégica. Além do comando de Jequié, Cocá também tem entre 10 e 12 prefeitos aliados.

Contudo, a equação com o nome dele é mais delicada no momento. Isso porque o gestor municipal tem feito afagos ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ainda deixa em aberto sobre qual grupo vai apoiar em 2026.

Relembrando o processo de 2022, pessoas próximas ao ex-prefeito de Salvador também sinalizaram que o sentimento é que não há espaço para ele errar na escolha do vice, e estão convictos que precisa ser um nome do interior capaz de agregar votos.

 

 

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