Pesquisa Ideia/ ACSP: Tarcísio tem 51%, e Haddad, 34% no 1º turno em SP

Levantamento aponta que candidato à reeleição tem 53% a 37% ante petista num eventual segundo turno e que 63% aprovam atual gestão paulista

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), soma 51% das intenções de voto no primeiro turno contra 34% do principal oponente, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). É o que indica pesquisa Ideia realizada com eleitores do estado, divulgada nesta segunda-feira. Em eventual segundo turno, o candidato à reeleição tem 53% ante 37% do petista, indica o estudo.

Os dados apontam uma disputa polarizada entre os dois principais candidatos, com liderança folgada para o atual governador. No cenário de primeiro turno, em terceiro lugar aparece Vera Lúcia (PSTU), com 3%, enquanto Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP) têm 1%, cada. Izadora Dias (PCO) marca 0,1%, e aqueles que indicam voto branco, nulo ou “ninguém” são 4%. E 7% não sabem.

Segundo o levantamento, na pesquisa espontânea, em que os entrevistados são instados a citar o nome de seu candidato sem ver antes as opções, Tarcísio é citado por um terço do eleitorado (33,4%). Haddad, por sua vez, é lembrado por 16,7%. O ex-governador e candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin (PSB), e a ex-ministra Marina Silva (Rede) têm 1%, cada.

Outros nomes citados incluem os candidatos ao Senado pelo estado Guilherme Derrite (PP) e Simone Tebet (PSB), os candidatos à Presidência Lula e Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre outros, mas nenhum deles chega a 1%. Nesta modalidade de sondagem, 14,5% indicaram voto nulo, em branco ou “ninguém”, e 28,1% não souberam.

A pesquisa aponta, ainda, que Haddad é o candidato ao governo de São Paulo mais rejeitado pelo eleitorado: 48% afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Aqueles que dizem o mesmo sobre Tarcísio são 27%. Enquanto isso, seis em cada dez eleitores paulistas (64%) indica “poderia votar” no candidato à reeleição, e quatro de dez (40%), no candidato petista.

Seis em cada dez entrevistados (63%) destacou aprovar a gestão Tarcísio, enquanto 29% afirmaram desaprovar o governo. Outros 8% não souberam. O levantamento ainda captou como o eleitorado paulista avalia a administração do postulante à reeleição.

  • Ótimo – 11%
  • Bom – 34%
  • Regular – 31%
  • Ruim – 8%
  • Péssimo – 12%
  • Não sabe – 4%

Para 64% dos paulistas, Tarcísio merece continuar no governo. Outros 30% indicaram que ele não merece mais um mandato, e 7% não souberam.

A pesquisa ainda aponta que Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) lideram a disputa pelas duas vagas de São Paulo ao Senado. Considerando os dados de primeiro e segundo votos dos entrevistados, a candidata do PSB soma 27% e a da Rede, 23%. Elas são seguidas pelo ex-secretário de Segurança Pública do estado Guilherme Derrite (PP) e o deputado estadual André do Prado (PL), ambos com 19%. O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro Ricardo Salles (Novo) aparece com 16%.

Na corrida ao Senado, Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) têm 3%, cada, e Dra Eliana Ferreira (PSTU), 2%. Weller Gonçalves (PSTU), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP) e Petter Maahs (PCB) chegam a 1%, segundo o Ideia. Aqueles que indicam voto branco, nulo ou “ninguém” nessa disputa são 10%, e 42% não sabem.

Para 63% dos entrevistados, o apoio de Tarcísio a um candidato ao Senado aumenta as chances de votar nessa pessoa — 26% avaliaram que a chancela do governador diminui a vontade. O apoio de Jair Bolsonaro incentiva o voto de metade do eleitorado paulista (50%) e o de Lula, de pouco mais de um terço (36%).

Segundo a pesquisa, predomina entre os eleitores a visão de que quem melhor representa o bolsonarismo ou o lulismo na corrida ao Senado é “qualquer candidato” de PL (40,3%) ou PT (39,7%), respectivamente.

O instituto de pesquisas Ideia entrevistou por telefone 1.800 eleitores de São Paulo no período de 5 a 8 de agosto. O levantamento tem margem de erro de 2,3 pontos, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Está inscrito no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-04956/2026.

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