A seleção saiu perdendo, virou em ótimo segundo tempo e agora aguarda o adversário

Deu certo. O treinador italiano Carlo Ancelotti tinha um plano, desenhado nos detalhes desde que assumiu a seleção, há pouco mais de um ano. Ao vencer a seleção do Japão por 2 a 1, de virada, em atuação convincente no segundo tempo, Ancelotti pela primeira vez repetiu o mesmo time em relação à partida anterior. É sinal de organização, de um plano tático que cresceu em campo.
No intervalo, tirou Paquetá, contundido, para colocar Endrick. Na ponta do lápis: o técnico tem agora 16 jogos com o Brasil, em dez vitórias, três empates e três derrotas. E houve em Houston uma daquelas reviravoltas que só o futebol oferece: Casemiro, que foi de vilão a herói, apagado na primeira etapa e salvador no segundo tempo ao marcar o gol de empate que encaminharia a virada.
Há, tudo somado, apesar da partida tímida, uma excelente notícia que brota do estádio climatizado de Houston, no Texas. A canarinho vem crescendo, ganhando corpo. Empatou em 1 a 1 com o Marrocos, venceu Haiti e Escócia por 3 a 0. Eliminou a boa equipe do Japão, em segundo tempo de gente grande – e agora é que a Copa começa de verdade. Há um belo caminho pela frente, a medir pelas evidentes qualidades dos 45 minutos finais desta segunda-feira, 29 de junho.
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