Com alta de 41%, exportações de chocolate confirmam força da Bahia no mercado externo

A cadeia produtiva do cacau da Bahia segue ampliando sua relevância no cenário internacional, impulsionada pelo crescimento das exportações de derivados, pela valorização do chocolate de origem e por mudanças regulatórias que tendem a fortalecer ainda mais a competitividade do setor.

Dados da Secretaria da Agricultura da Bahia mostram que, no primeiro semestre de 2025, as exportações de derivados de cacau somaram US$ 254 milhões, crescimento expressivo de 41,32% em comparação com o mesmo período de 2024. O desempenho reforça a posição da Bahia como principal polo nacional na produção e exportação de derivados do cacau, consolidando o estado como referência estratégica dentro da cadeia global.

O avanço ocorre em um momento de transformação do mercado, marcado por maior demanda por produtos com identidade de origem, rastreabilidade e valor agregado. Mais do que exportar matéria-prima, a Bahia vem ampliando sua participação em segmentos de maior rentabilidade, como chocolates premium e derivados industrializados, movimento que fortalece a geração de valor dentro da própria cadeia produtiva.

No cenário nacional, a indústria brasileira de chocolates também manteve trajetória positiva. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025, demonstrando resiliência mesmo diante de um ambiente global marcado por forte volatilidade nos preços internacionais do cacau.

Outro fator considerado relevante para o setor é a recente sanção da Lei nº 15.404, que estabelece novos parâmetros para composição e rotulagem de chocolates e derivados comercializados no Brasil. A legislação define percentuais mínimos de cacau nos produtos, amplia a transparência para o consumidor e pode contribuir diretamente para a valorização do cacau de melhor qualidade, favorecendo especialmente regiões produtoras com foco em diferenciação e agregação de valor.

A internacionalização das marcas baianas também tem sido sustentada por iniciativas voltadas à qualificação e promoção comercial. Programas como o Origem Bahia vêm reforçando atributos ligados à identidade territorial, tradição e qualidade, criando um posicionamento mais competitivo para os produtos regionais em mercados exigentes.

No sul da Bahia, produtores e indústrias têm apostado cada vez mais em práticas sustentáveis, certificações internacionais e sistemas produtivos diferenciados, incluindo modelos de agricultura biodinâmica e produção orientada para nichos premium. Essa estratégia tem ampliado a percepção de valor do chocolate baiano no exterior, em linha com a crescente demanda global por produtos sustentáveis e com rastreabilidade comprovada.

Além do mercado externo, o fortalecimento dos canais digitais e do comércio eletrônico no Brasil também abre novas oportunidades para marcas regionais expandirem presença junto ao consumidor final, reduzindo dependência de canais tradicionais e ampliando margens comerciais.

Fonte: Portal Ganduzão com informações falavoce

Veja também