Lula mantém liderança no cenário geral e no voto espontâneo, mas segundo turno indica disputa mais equilibrada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de centro, segundo pesquisa Datafolha realizada no início de março. O dado é considerado estratégico para a eleição presidencial de 2026, já que esse segmento tende a ser decisivo em disputas polarizadas.
De acordo com o levantamento, os entrevistados foram posicionados em uma escala ideológica de 1 a 7 — sendo o número 4 identificado como centro político. Nesse recorte, Lula registra 31% das intenções de voto, contra 17% de Flávio Bolsonaro. Outros nomes aparecem mais distantes, como Romeu Zema (9%) e Ronaldo Caiado (6%). A margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais.
Lula mantém liderança no cenário geral e no voto espontâneo
Considerando todo o eleitorado, Lula também lidera os cenários de primeiro turno, com vantagem de cinco a seis pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro. Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são apresentados — o atual presidente é citado por 15% dos eleitores de centro, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 2%, mesmo índice de Jair Bolsonaro.
Segundo turno indica disputa mais equilibrada
Em um eventual segundo turno, o cenário entre eleitores de centro se mostra mais competitivo. Lula tem 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 32%, dentro da margem de erro. Outros 24% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 3% não sabem.
Entre os eleitores que não se identificam nem com o petismo nem com o bolsonarismo, Lula também aparece numericamente à frente, com 40% contra 35% de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, a diferença segue dentro da margem de erro, indicando uma disputa aberta.
Rejeição pode ser fator decisivo na eleição de 2026
O índice de rejeição reforça o peso do eleitorado de centro na definição do resultado. Segundo o Datafolha, 45% afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto 51% rejeitam Flávio Bolsonaro. O dado sugere que a rejeição pode influenciar diretamente a migração de votos entre os indecisos.
Para o cientista político Sérgio Simoni, professor da USP, os números indicam vantagem de Lula, mas exigem cautela na interpretação. Segundo ele, a autodeclaração como “centro” pode variar de significado entre os entrevistados, o que torna o cenário mais complexo.
Eleitores de centro querem mudança, aponta pesquisa
Apesar da liderança de Lula, o levantamento revela um dado relevante: 79% dos eleitores de centro defendem que o próximo presidente adote políticas diferentes das do atual governo. Entre os que não se identificam com nenhum dos polos políticos, esse percentual sobe para 81%.
Polarização persiste, mas eleitor indeciso pode decidir eleição
A pesquisa também confirma a divisão consolidada do eleitorado brasileiro entre petistas e bolsonaristas, que somam cerca de um terço cada. Ainda assim, há uma parcela significativa de eleitores sem alinhamento definido — justamente o grupo que pode decidir o resultado da eleição presidencial de 2026.
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