Brasileiro é superado por decisão unânime em luta principal e amarga sua primeira derrota no Ultimate
A tão aguardada noite do UFC Paris teve um desfecho amargo para o Brasil. Principal atração do evento realizado neste sábado (6), na Accor Arena, Caio Borralho conheceu sua primeira derrota no Ultimate ao ser superado por decisão unânime por Nassourdine Imavov, ídolo local e atual número 2 do ranking dos médios (até 83,9kg.). O país foi derrotado nas três lutas diretas contra os franceses.
Com o resultado, o francês se consolida como o próximo da fila por uma disputa de cinturão contra Khamzat Chimaev, enquanto o brasileiro vê freada sua escalada rumo ao topo da divisão até 83,9 kg.
Com a vitória, Nassourdine Imavov emplaca sua quarta vitória consecutiva no UFC, agora com um cartel profissional de 17 triunfos, quatro derrotas e um “no-contest”. Mais do que isso: o triunfo consolida sua posição como próximo desafiante ao cinturão dos médios, hoje em posse do temido Khamzat Chimaev.
Já Caio Borralho, que vinha invicto em sete lutas no Ultimate e aparecia como possível candidato ao topo da divisão, amarga sua primeira derrota na organização e deve perder posições no ranking. Ainda assim, o brasileiro mostrou resiliência e segue como um dos nomes promissores da categoria.
Caio Borralho perde em Paris, Brasil sai zerado contra a França e sonho do cinturão fica mais distante

Caio Borralho perde para Nassourdine Imavov no UFC Paris. Foto: Reprodução/UFC Europe
Empurrado por uma arena completamente lotada, Imavov demonstrou desde o início por que é considerado um dos mais técnicos e perigosos strikers da categoria. Após estudar os movimentos iniciais de Borralho, o francês passou a ditar o ritmo da luta com combinações precisas, bom uso do jab e uma postura dominante na trocação. O brasileiro, por sua vez, teve dificuldades em encontrar seu tempo e explorar seu forte jogo de quedas, sendo frequentemente encurralado junto à grade.
O terceiro round trouxe o momento mais dramático da luta. Após ser atingido por uma combinação precisa, Caio sentiu o golpe e tentou amarrar o combate no clinch. Em uma das ações, acabou acertando acidentalmente um chute baixo no rival, que teve tempo para se recuperar. Na retomada, o brasileiro reagiu bem, conectando bons golpes e minando a base do adversário com chutes nas pernas, em seu melhor momento na luta.
O quarto assalto foi o mais equilibrado, com ambos os lutadores se alternando em bons momentos. Enquanto Imavov mantinha o controle da distância, Borralho aumentava o ritmo e ameaçava com tentativas de queda e sequências em pé. Apesar disso, o desgaste começava a pesar para o brasileiro, que voltava ao corner com a missão clara: precisava do nocaute ou da finalização para virar o jogo.
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